GOVERNO ENDURECE LEIS
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende punição mais rigorosa para feminicídio
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (02/07/2026) o endurecimento das penas para feminicídio. A decisão visa proteger mulheres e coibir a violência doméstica, em um momento de debates sobre a atuação feminina na política.
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira, 02/07/2026, o aumento da pena para o crime de feminicídio. A declaração foi feita durante um evento ao lado da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, e reforça o compromisso do governo com o Pacto contra o Feminicídio. Lula enfatizou a necessidade de punições mais severas para agressores, destacando a importância da figura feminina na sociedade e a urgência em combater a violência contra a mulher.
"Todo homem precisa saber que só existimos porque nascemos de uma mulher", declarou o presidente, ressaltando que "o cidadão que bater na mulher vai ter que ser punido, vai ter que utilizar tornozeleira e, se a mulher quiser, não vai nem encostar mais perto da mulher". Lula também mencionou casos extremos de violência, como o de incendiar e agredir fisicamente mulheres, e informou que a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, está ativamente envolvida na pauta.
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam a gravidade da situação: entre janeiro e março de 2026, o Brasil registrou 399 vítimas de feminicídio. Isso corresponde a uma mulher morta a cada 5 horas e 25 minutos no primeiro trimestre do ano, evidenciando a necessidade de medidas mais eficazes para garantir a segurança e a dignidade das mulheres brasileiras.
A fala do presidente Lula ocorre em um contexto político delicado. Flávio Bolsonaro (PL) tem enfrentado desgaste com o eleitorado feminino após desentendimentos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O senador teria desrespeitado Michelle em uma ligação e minimizado sua reação a reportagens sobre festas promovidas por Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Apesar das controvérsias, a equipe de Flávio Bolsonaro alega que a reunião com lideranças femininas do PL, onde o objetivo era construir um Plano de Ações para Mulheres, foi agendada previamente. Ele também declarou respeito pela ex-primeira-dama e expressou confiança em sua futura aliança eleitoral.
Durante o mesmo evento, Flávio Bolsonaro repudiou publicamente as declarações do youtuber Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo Bolsonaro, que afirmou que "mulher vota muito mal" e atacou Michelle Bolsonaro. Flávio Bolsonaro distanciou-se da fala, declarando que Figueiredo não faz parte de sua campanha e que suas palavras foram "completamente equivocadas".
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