IMUNIDADE EM DEBATE
Presidente do PL defende que Bolsonaro 'sara na hora' com prisão domiciliar
Valdemar Costa Neto, líder do Partido Liberal, sugere que a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro melhoraria instantaneamente se as restrições da prisão domiciliar fossem suspensas, e defende a possibilidade de candidatura em 2026.
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, declarou nesta quinta-feira, 09/07/2026, que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria uma recuperação de saúde imediata caso deixasse a prisão domiciliar. A afirmação foi feita durante um almoço promovido por frentes parlamentares em Brasília e levanta debates sobre o impacto das restrições jurídicas na vida pessoal e política do ex-mandatário.
Segundo Valdemar, o estado de saúde de Bolsonaro está intrinsecamente ligado à sua situação jurídica. Ele explicou que o ex-presidente sofre com as imposições atuais e que, se libertado da prisão domiciliar, “sairia pulando de alegria”, sugerindo que estaria “sarado na hora”. Essa visão humaniza o sofrimento individual diante de processos legais e foca na dignidade do ser humano afetado pelas decisões judiciais.
A declaração também abordou a possibilidade de candidatura de Bolsonaro em 2026. O dirigente comparou o cenário atual ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que retornou à disputa eleitoral após deixar a prisão. Valdemar Costa Neto lembrou que Lula ficou preso por 580 dias e que poucos previam seu retorno à corrida presidencial. Ele citou o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), como figura chave que garantiu juridicamente o retorno do atual presidente à disputa.
O líder do PL evitou classificar a atuação da Justiça como perseguição política, optando por manter uma relação institucional com o STF. Ele expressou confiança na possibilidade de uma revisão do processo envolvendo Bolsonaro pela Suprema Corte, referindo-se a Fachin como “um homem de esquerda, mas honesto”, indicando esperança em uma reavaliação do caso.
Em defesa de Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto comentou a operação da Polícia Federal (PF) que visava apreender armas que deveriam ter sido entregues. Ele assegurou que Bolsonaro não cometeu irregularidades e cumpre todas as determinações judiciais, afirmando que o ex-presidente “não faz nada fora da lei”.
O presidente do PL recomendou cautela nas declarações sobre o STF, seguindo orientação de seu advogado, Marcelo Bessa, e defendeu o diálogo entre as instituições para o avanço do país. Ele também apontou um “excesso de preocupação” por parte do ministro responsável pelo caso Bolsonaro, mas ressaltou que essa é uma prerrogativa do magistrado e que é preciso ter paciência na condução do processo.
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