IA E JUROS ALTOS

Presidente do Fed de Chicago alerta que expectativa com IA pode elevar juros

Retrato de Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago.
Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, alertou sobre os impactos da IA nas taxas de juros.

Austan Goolsbee, do Federal Reserve de Chicago, afirma que o "hype" em torno da produtividade da inteligência artificial pode exigir aumentos nas taxas para conter o aquecimento econômico.

A expectativa crescente em torno da produtividade gerada pela inteligência artificial (IA) pode levar a um aumento nas taxas de juros, alertou Austan Goolsbee, presidente do Fed (Federal Reserve) de Chicago. Segundo o dirigente, o "hype" em torno dos avanços da IA pode resultar na necessidade de elevar os juros para evitar o superaquecimento da economia.

Durante uma conferência organizada pelo BoJ (Banco do Japão) em Tóquio, Goolsbee explicou que a antecipação de um aumento futuro na produtividade pode influenciar o comportamento econômico atual. "Se as pessoas esperam um aumento na produtividade no futuro, isso pode mudar seu comportamento hoje, tornando o cenário das taxas mais complicado", afirmou o dirigente.

Ele detalhou que um aumento na renda futura esperada funciona de maneira similar a um aumento de riqueza no presente. "Pode levar a um aumento nos gastos e potencialmente sobreaquecer a economia antes que o boom de produtividade realmente chegue. Nesse caso, as taxas provavelmente precisariam subir." A avaliação considera os impactos potenciais na inflação e na estabilidade econômica.

Goolsbee destacou que esse fenômeno não se restringe aos Estados Unidos, mas pode se estender a outras economias. "Isso também pode afetar outros países, à medida que os ganhos de produtividade ou ganhos esperados se espalham com as novas tecnologias através das fronteiras", disse. A disseminação global das inovações em IA reforça a necessidade de uma análise conjunta das políticas monetárias.

Os pontos centrais do discurso de Goolsbee na conferência foram posteriormente divulgados pelo próprio Fed, evidenciando a relevância da discussão para as diretrizes futuras da política monetária.

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