INDÚSTRIA VERDE

Prates propõe transformar renováveis em pilar industrial

Imagem de Jean Paul Prates, ex-presidente da Petrobras e ex-senador, palestrando no evento São Paulo Innovation Week, com destaque para a importância da energia renovável.
Jean Paul Prates durante sua participação na São Paulo Innovation Week.

| Chapéu | Título | Caracteres do Título | Sutiã | |---|---|---|---| | INDÚSTRIA VERDE | Prates propõe transformar renováveis em pilar industrial | 59 | Jean Paul Prates defende estratégia para reindustrialização verde e criação de empregos qualificados, com foco no potencial do Nordeste. | | FUTURO SUSTENTÁVEL | Brasil avança com energia limpa para nova era industrial | 57 | Ex-presidente da Petrobras detalha plano para eletrificar a economia, atraindo investimentos e impulsionando a competitividade do país. | | VANTAGEM BRASILEIRA | Energia renovável: Prates projeta nova fronteira econômica | 62 | Ex-senador destaca o papel estratégico do Brasil Equatorial na geração de empregos e desenvolvimento sustentável.

Jean Paul Prates, ex-presidente da Petrobras e ex-senador, defendeu nesta quinta-feira, 14/05/2026, na São Paulo Innovation Week, a transformação da abundante energia renovável do Brasil em uma poderosa vantagem industrial. A proposta visa impulsionar a eletrificação da economia, com foco na neoindustrialização verde, criando um futuro de oportunidades e dignidade para a sociedade brasileira.

O evento, realizado no Estádio do Pacaembu (SP), foca na estratégia nacional de eletrificação da economia, consolidando infraestrutura elétrica e a neoindustrialização verde. A programação dedicada à energia explora o cenário global, os desafios brasileiros e os caminhos da transição energética.

Prates, durante o painel “Energia Eólica em terra e mar e a eletrificação da economia”, enfatizou o potencial estratégico do Brasil Equatorial. Essa faixa territorial, que abrange do Nordeste Setentrional ao Norte Oriental do país, concentra alguns dos maiores recursos mundiais em energia renovável, incluindo eólicas offshore, hidrogênio e combustíveis sustentáveis.

O ex-senador destacou que a economia global do futuro dependerá da eletricidade, impulsionada por avanços como inteligência artificial, data centers, automação industrial e mobilidade elétrica. “Hoje, o Brasil já possui uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo. O próximo passo é transformar essa vantagem natural em vantagem industrial”, afirmou Prates. Ele esclareceu que energia limpa e competitiva pode atrair importantes investimentos em data centers, produção de hidrogênio verde, combustíveis sustentáveis, fertilizantes e siderurgia de baixo carbono, além de uma nova geração de indústrias intensivas em eletricidade.

Prates ressaltou que a transição energética não deve ser vista apenas como uma agenda ambiental. Para ele, é uma “estratégia concreta de reindustrialização, geração de empregos qualificados e aumento da competitividade do país”. Essa visão aponta para um futuro onde a sustentabilidade se traduz em prosperidade e melhores condições de vida para a população, gerando empregos que exigem novas habilidades e elevam a dignidade do trabalho.

Ao lado de Elbia Gannoum, da ABEEólica, e Roberta Cox, do GWEC, Prates defendeu o investimento em transmissão, armazenamento de energia, digitalização do sistema elétrico e modernização regulatória. Tais medidas são cruciais para evitar o desperdício de energia renovável, especialmente diante do crescente desafio dos episódios de curtailment, que representam a perda de potencial gerado.

Segundo Prates, o Brasil tem a oportunidade de consolidar sua liderança em energias renováveis em uma política industrial robusta. Isso significa atrair cadeias produtivas que demandam energia limpa, estabelecendo uma nova fronteira de desenvolvimento econômico sustentável e resiliente.

Em entrevista ao Diário do RN, Prates detalhou a relevância do potencial potiguar para essa transformação. “O Rio Grande do Norte continua sendo uma das regiões mais promissoras do mundo para a expansão da energia renovável”, declarou. Ele mencionou a liderança histórica do estado na energia eólica em terra e suas excelentes condições para avançar em eólica offshore, solar, hidrogênio e armazenamento de energia. Para acelerar esse progresso, Prates indicou a necessidade de maior capacidade de transmissão, contratação de baterias, segurança regulatória e infraestrutura portuária e logística adequada.

“Se essas condições forem asseguradas”, concluiu Prates, “o RN pode consolidar-se como um dos principais polos globais da nova economia elétrica, atraindo investimentos, tecnologia e desenvolvimento para todo o Nordeste.” Essa visão projeta um futuro de crescimento e autonomia para a região, impactando diretamente a qualidade de vida de seus habitantes.

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