DECISÃO NO CASO CANELLA

PP aguarda decisão do União Brasil sobre futuro de Márcio Canella após prisão

Márcio Canella, político brasileiro
Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, foi preso pela Polícia Federal.

O partido PP informou que só se posicionará sobre a situação do ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado após o União Brasil se manifestar. Canella foi preso nesta terça-feira (07/07/2026) pela Polícia Federal em operação que investiga movimentação de R$ 7,6 bilhões.

O PP declarou que aguardará um posicionamento oficial do União Brasil para definir os próximos passos em relação à situação de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado. A decisão sobre o futuro político do investigado ocorrerá após sua prisão nesta terça-feira, 07/07/2026.

Lideranças do PP consultadas pela reportagem enfatizaram a necessidade de compreender os detalhes da investigação que levou à prisão de Canella e de ouvi-lo antes de tomar qualquer deliberação sobre sua pré-candidatura. A prisão, realizada pela Polícia Federal (PF) na Operação Unha e Carne, ocorreu em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, após a descoberta de um fuzil em um veículo de sua propriedade. As diligências abrangeram a capital e municípios como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende.

Márcio Canella, que também preside o União Brasil no Rio de Janeiro, era uma indicação da Federação União Brasil-PP para compor a chapa majoritária, com Douglas Ruas (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), como candidato ao governo do estado. A outra vaga ao Senado permanece em aberto, aguardando indicação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a desistência de Cláudio Castro.

A investigação da PF, com base em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), aponta para uma movimentação financeira de mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. A estrutura criminosa investigada utilizaria empresas do ramo de combustíveis para lavagem de dinheiro, contando também com a participação de agentes públicos. A Justiça autorizou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.

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