CRIME CONTRA AGENTE

Policial militar é presa por suspeita de envolvimento na morte de Raphael Sampaio da Silva

Imagem da cena onde o veículo foi localizado após o crime.
O corpo do soldado Raphael Sampaio da Silva foi encontrado carbonizado dentro de um veículo em Itaitinga.

Júlia Natália Girão Gomes foi autuada após imagens de câmera de segurança contradizerem seu depoimento sobre a morte do soldado em Itaitinga.

A Polícia Militar do Ceará autuou em flagrante a soldado Júlia Natália Girão Gomes por suspeita de envolvimento na morte do também policial militar Raphael Sampaio da Silva. A decisão foi tomada na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), nesta terça-feira (11), após as autoridades identificarem inconsistências graves na versão apresentada pela suspeita sobre o crime que chocou a corporação.

O corpo de Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, foi encontrado carbonizado no interior de um veículo no bairro Ancuri, em Itaitinga, região metropolitana de Fortaleza. A investigação, conduzida pela Delegacia de Homicídios Contra Agentes de Segurança Pública (DHASP), aponta que a vítima sofreu disparos de arma de fogo antes da carbonização. A perda de um integrante das forças de segurança gera comoção social e exige uma resposta rigorosa do Estado para a manutenção da justiça.

Júlia Natália, que já possuía antecedentes criminais por estelionato e integração de organização criminosa, alegou inicialmente ter sido amarrada em uma área de mata próxima ao local do crime. Contudo, a TV Verdes Mares obteve imagens de segurança que mostram a policial em uma oficina pertencente ao seu marido exatamente no horário em que ela dizia estar sendo mantida em cativeiro. O companheiro da PM, também possuidor de vasto histórico criminal, está sendo investigado por sua suposta participação no homicídio.

Diante da gravidade do caso, o governador do Ceará, Elmano de Freitas, determinou celeridade total na apuração. O Ministério Público do Ceará, por meio do Procurador-Geral de Justiça, Herbet Santos, criou uma força-tarefa de promotores para atuar com independência e rigor na análise dos procedimentos judiciais. A medida visa assegurar que a impunidade não prevaleça diante de um crime que atinge diretamente os pilares da segurança pública no estado.

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