GOLPE NO INVESTIMENTO

Polícia prende líder do DF Group por fraude de R$ 100 milhões no Piauí

Equipes da polícia durante cumprimento de mandados da operação contra fraudes.
Operação da SSP-PI apreendeu bens de luxo do grupo suspeito de estelionato.

Operação mirou esquema que prometia lucros irrealistas de 10% ao mês. Mais de 70 pessoas foram lesadas pela organização criminosa em Teresina.

Uma organização criminosa que utilizava a promessa de lucros mensais de 10% para atrair investidores foi desarticulada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí. A decisão pela prisão dos envolvidos ocorreu na sexta-feira, 10 de julho de 2026, com o objetivo de conter danos financeiros severos a cidadãos que buscavam rentabilidade no mercado, conforme detalhado nesta sábado, 11/07/2026.

Douglas Fonseca, apontado pela polícia como o mentor do esquema e fundador do DF Group, foi detido junto a outras nove pessoas. O grupo é suspeito de estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Outros dois integrantes permanecem foragidos. As autoridades indicam que o esquema movimentou aproximadamente R$ 100 milhões ao longo de dois anos, afetando mais de 70 vítimas que acreditaram na falsa promessa de retornos financeiros elevados.

Segundo o delegado Roni Silveira, da Força Estadual Integrada de Segurança Pública, o sucesso aparente do grupo era sustentado pela ostentação de Douglas nas redes sociais. "Para quem conhece minimamente o mercado financeiro, sabe que esses valores são impossíveis de alcançar com regularidade. O grupo operava com um modelo de captação onde novos investimentos serviam para pagar os antigos, caracterizando uma bolha insustentável", explicou o delegado durante coletiva de imprensa.

A investigação revelou que o DF Group não possuía registro ou validação junto à Comissão de Valores Mobiliários. Durante a ação policial, as autoridades apreenderam 11 veículos — incluindo carros de luxo —, armas, joias e documentos que agora subsidiam a apuração. Um escritório utilizado pela organização em Teresina foi interditado.

O superintendente de operações integradas da SSP-PI, delegado Matheus Zanatta, enfatizou a importância de que novos lesados busquem as autoridades. "Muitas pessoas ainda não registraram o Boletim de Ocorrência por acreditarem que receberiam os valores. É fundamental que as vítimas formalizem a denúncia", afirmou. Os registros podem ser feitos pelo BO Fácil da SSP-PI, pelo WhatsApp (0800 086 0190), em qualquer delegacia de Polícia Civil ou junto à Superintendência de Defesa e Proteção do Consumidor (Sudecon).

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