FEMINICÍDIO BÁRBARO

Polícia prende ex-companheiro após feminicídio brutal em Goiás

Jhorlianny José Sanchez Gil, vítima de feminicídio em Caiapônia, Goiás
Mãe é morta na frente da filha de 8 anos em Caiapônia, Goiás — Foto: Arquivo pessoal de Yosleidy Gil/Reprodução/Instagram de Jhorlianny José Sanchez Gil

Jhorlianny José Sanchez Gil, de 28 anos, já tinha medida protetiva contra o suspeito, que a atacou na frente da filha de 8 anos neste sábado, 02 de maio de 2026. Ação policial resultou na prisão em flagrante do agressor.

A Polícia Militar prendeu em flagrante um homem neste sábado, 02 de maio de 2026, em Caiapônia, no oeste de Goiás, suspeito de cometer feminicídio. A vítima, Jhorlianny José Sanchez Gil, de 28 anos, foi brutalmente assassinada na frente de sua filha de 8 anos, em um crime que revela a falha na proteção de mulheres que denunciam a violência. O ex-companheiro da vítima, contra quem Jhorlianny já possuía uma medida protetiva, é o principal suspeito e foi detido enquanto tentava fugir dos agentes, um ato que expõe a urgência de medidas mais eficazes para garantir a segurança feminina e prevenir tragédias.

O crime ocorreu na casa da vítima. Para a Polícia, o ex-companheiro confessou que, após uma discussão, invadiu a residência e desferiu um golpe de faca no pescoço de Jhorlianny, fugindo em seguida. A cena chocante deixou a filha de 8 anos testemunha de um ato de violência que marcará sua vida para sempre, um trauma inimaginável para qualquer criança.

Uma vizinha, alertada pelos gritos de desespero, acionou a Polícia. Ao chegar à residência, encontrou Jhorlianny já sem vida no chão. Simultaneamente, enquanto se deslocavam para o local do crime, os policiais avistaram um veículo que tentou escapar ao notar a viatura. A rápida ação das autoridades resultou na prisão do ex-companheiro, que tentava fugir da cena.

Ele confessou o assassinato, revelando ter descartado a faca utilizada em uma área de pastagem próxima à casa da vítima. Após o crime, a filha de Jhorlianny buscou refúgio na casa da vizinha, que agora assume a responsabilidade pela guarda provisória da menor, um exemplo de solidariedade em meio à dor.

Uma vida dedicada à família e ao trabalho

Jhorlianny era venezuelana e vivia no Brasil há dois anos e meio, buscando um futuro melhor para seus filhos. Ela trabalhava em um posto de gasolina em Caiapônia e, em sua terra natal, atuava em uma loja de sapatos. Sua tia, Yosleidy Gil, emocionada, relatou ao G1 que Jhorlianny tinha outro filho, que permanece na Venezuela sob os cuidados do pai.

A vítima manteve um relacionamento com o suspeito por cerca de um ano, mas informou à família em dezembro que a união havia terminado. “Descobri que ela o denunciou e uma ordem de restrição foi emitida contra ele. Mas ele nunca respeitou a ordem de restrição e a assediava constantemente”, desabafou Yosleidy, revelando a persistente ameaça ignorada.

Jhorlianny veio ao Brasil com o auxílio de uma amiga, impulsionada pelo desejo de oferecer um futuro digno aos seus filhos. “Ela era uma pessoa muito carinhosa, afetuosa e brincalhona. Sempre ajudava quem podia. Como mãe, estava sempre pronta para lutar pelos filhos. Como uma sobrinha muito especial, era sempre atenciosa e zelosa com todos”, descreveu a tia, traçando um retrato de uma mulher dedicada e amada, cuja vida foi brutalmente ceifada.

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