OPERAÇÃO NACIONAL

Polícia Federal, PRF e Receita deflagram operações contra contrabando e desarticulam organização criminosa

Agentes da Polícia Federal cumprem mandados em operação contra contrabando.
Operação Sicarius desmantela organização criminosa transnacional.

Ações conjuntas em sete estados visam desmantelar rede criminosa especializada em contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro, com 120 mandados expedidos.

A Polícia Federal, a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal deflagraram as operações Sicarius I e Sicarius II em sete estados, nesta terça-feira, 09/06/2026. O objetivo é desarticular uma organização criminosa transnacional especializada na prática de contrabando de cigarros, importação ilegal de agrotóxicos, falsificação de documentos e placas veiculares, lavagem de dinheiro e corrupção de servidores públicos. A ação reflete um esforço conjunto para combater crimes que afetam a economia e a segurança do Brasil e importa para a sociedade ao buscar interromper o fluxo financeiro ilícito e preservar ativos que podem ser destinados ao ressarcimento de prejuízos causados ao Estado.

Empresários e policiais rodoviários federais são alvos centrais da operação, que cumpre um total de 120 mandados judiciais. As medidas incluem prisões preventivas e temporárias, buscas e apreensões, além do bloqueio de contas bancárias e o cancelamento de CPFs e CNPJs de empresas envolvidas. A decisão, expedida pela 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de Guaíra/PR, busca não apenas a responsabilização criminal, mas também a descapitalização da organização criminosa e a recuperação de bens.

As investigações abrangem diversos municípios do Paraná, como Guaíra/PR, Mandirituba/PR, Piraquara/PR, Fazenda Rio Grande/PR, Cascavel/PR, Ubiratã/PR, Londrina/PR, Maringá/PR, Cianorte/PR e Umuarama/PR. A operação também se estende a Praia Grande/SP, Canelinha/SC, Imaruí/SC, Não-Me-Toque/RS, Nova Andradina/MS, Maracaju/MS, Mundo Novo/MS, Eldorado/MS, Jandaia/GO e Belém/PA. Foram expedidos 44 mandados de prisão preventiva, 14 de prisão temporária, 62 de busca e apreensão, 45 de sequestro e bloqueio de contas bancárias, 5 ordens de cancelamento de CPFs, 7 de cancelamento de CNPJs e 67 para instauração de procedimentos administrativos fiscais.

A estrutura criminosa, segundo as investigações, era altamente organizada, com divisão clara de funções e atuação em múltiplos estados. A utilização de empresas de fachada, interpostas pessoas e mecanismos sofisticados de ocultação patrimonial demonstra a complexidade do esquema para dissimular a origem ilícita dos recursos. Medidas de cooperação jurídica internacional também foram autorizadas para aprofundar as investigações e identificar ativos e indivíduos no exterior.

As ações visam interromper o fluxo financeiro da organização, descapitalizar seus integrantes e preservar ativos que poderão ser destinados ao ressarcimento dos prejuízos causados ao Estado e à sociedade. Os nomes das operações, Sicarius I e Sicarius II, são uma referência a um dos codinomes atribuídos ao líder da organização criminosa transnacional investigada, destacando o impacto individual no contexto de um crime coletivo que afeta a dignidade e o bem-estar social.

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