ORGANIZAÇÃO MILIONÁRIA

Polícia Federal desmantela esquema familiar de tráfico de cocaína e lavagem de R$ 70 milhões

Foto da família Nunes investigada por tráfico e lavagem de dinheiro.
Mario Sergio Nunes, Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes, Brenda da Silva Nunes, Bruna Nunes e Rhanniery Nunes Graciano — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Operação "Mens Occulta" expõe uso de fundos falsos, pneus e empresas de fachada para movimentar entorpecentes e ocultar patrimônio. Família usava Uberlândia como centro de operações.

A Polícia Federal (PF) desarticulou, nesta sábado, 06/06/2026, uma sofisticada organização criminosa liderada por Mario Sergio Nunes, conhecido como "Serjão do PCC", e sua família. O grupo é investigado por movimentar cerca de R$ 70 milhões em cinco anos através do tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro. A estrutura criminosa utilizava compartimentos secretos em caminhões, pneus adaptados e empresas de fachada para dificultar a fiscalização e ocultar a origem ilícita dos recursos. O esquema operava com uma logística complexa, ligando estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia a Minas Gerais. Uberlândia (MG) era o ponto central para recebimento, armazenamento e distribuição da droga. As investigações revelaram que a organização mantinha uma estrutura semelhante à de uma empresa, com o recrutamento de motoristas, uso de contas bancárias de terceiros e a exploração de empresas de fachada. Durante a operação "Mens Occulta", deflagrada nesta sábado, 06/06/2026, a PF apreendeu bens de alto valor que evidenciam um padrão de vida incompatível com a renda declarada dos investigados. Entre os itens recolhidos estão veículos importados, embarcações, motos aquáticas, propriedades rurais, um motorhome avaliado em R$ 1,2 milhão e um cavalo de competição de alto valor. A esposa de Mario Sergio Nunes, Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes, e as filhas Bruna e Brenda Silva Nunes são apontadas como participantes ativas na movimentação financeira e ocultação de patrimônio. O ex-genro, Rhanniery Nunes Graciano, é investigado como um dos "laranjas" utilizados para dissimular a propriedade de bens ligados ao esquema. A PF identificou que a organização empregava diversos métodos para transportar a cocaína, incluindo fundos falsos atrás dos assentos de motoristas e nos pneus de caminhões. Em uma das apreensões em Campo Grande (MS), foram encontrados 423 quilos de cocaína em um compartimento oculto. Em Jaraguari (MS), 125 quilos foram descobertos escondidos nos pneus de um caminhão. A defesa da família Nunes, representada pelo advogado José Carlos de Oliveira Campos, informou que ainda não teve acesso completo ao processo sigiloso, mas confia nas instituições e está à disposição das autoridades. Já o advogado de Rhanniery, Sérgio Luiz da Silva, acompanha os desdobramentos e reitera a presunção de inocência, sem comentar detalhes específicos do caso. A investigação, que identificou a movimentação de R$ 70 milhões em cinco anos, demonstra o impacto financeiro e social do tráfico de drogas, afetando a dignidade e a segurança da sociedade através da corrupção e da ocultação de bens adquiridos ilicitamente.

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