PROTEÇÃO ELEITORAL

Polícia Federal designa equipes de segurança para cinco pré-candidatos à Presidência

Policiais federais em formação.
Agentes da Polícia Federal em treinamento de segurança.

A medida visa garantir a integridade dos presidenciáveis no período eleitoral. Policiais passaram por treinamento específico para atuar na segurança de autoridades.

A Polícia Federal (PF) definiu, em resposta à solicitação de proteção durante o período eleitoral, equipes especializadas para cinco pré-candidatos à Presidência da República. As unidades são compostas por delegados, agentes e escrivães com expertise em segurança de autoridades, assegurando um suporte qualificado aos postulantes ao mais alto cargo do país.

Os policiais designados para estas missões passaram por um curso intensivo de segurança presidencial, que capacitou cerca de 500 membros da corporação. Apenas os servidores com essa qualificação específica estão aptos a integrar as equipes de proteção aos pré-candidatos, garantindo um padrão elevado de preparo e conhecimento técnico.

Uma avaliação criteriosa de risco, conduzida pela PF, classificou os pré-candidatos em quatro níveis de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo. Essa categorização subsidiará o dimensionamento das equipes e das estratégias de segurança adotadas para cada caso, priorizando a dignidade e a incolumidade dos candidatos.

Para otimizar o monitoramento e a coordenação das ações de segurança eleitoral, a PF inaugurará, na próxima sexta-feira, 20 de junho de 2025, uma sala de comando e controle dedicada. Este centro de operações reunirá informações em tempo real, servindo como base estratégica para o planejamento e a execução de medidas de proteção ao longo de todo o processo eleitoral.

A PF também está em processo de definição dos coordenadores que liderarão cada equipe de proteção, assegurando a supervisão e o acompanhamento contínuo das medidas de segurança durante a campanha.

Em março de 2025, conforme noticiado pela CNN, a PF apresentou um plano preliminar de segurança para os presidenciáveis nas eleições de 2026 ao governo federal e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento já previa a mobilização de ao menos 458 agentes e a solicitação de R$ 200 milhões em verbas adicionais para a aquisição de tecnologias de ponta, como veículos blindados e sistemas antidrone.

O número de agentes alocados na proteção de cada candidato continuará a ser determinado pelo nível de risco ao qual o presidenciável está exposto, seguindo o padrão de pleitos anteriores. A segurança individual é um direito fundamental, garantido para todos os candidatos.

Entre os recursos destacados para a segurança, estão viaturas blindadas, que serão distribuídas a todas as superintendências regionais da PF e empregadas como "carros VIP" para o transporte seguro dos candidatos durante o período de proteção.

Este plano preliminar foi considerado robusto e uma resposta necessária ao histórico recente de violência física e moral contra candidatos, tanto no Brasil quanto no exterior, segundo relatos de fontes próximas ao tema. A medida reforça o compromisso com a democracia e o direito de expressão.

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