OPERAÇÃO CONTRA TRÁFICO

Polícia Federal desarticula organização de tráfico internacional e lavagem de R$ 70 milhões

Apreensão de armas e munições pela Polícia Federal durante a Operação Mens Occulta.
PF apreende armas e munições durante Operação Mens Occulta em Uberlândia

Ação da PF cumpriu 74 mandados em três estados para desarticular grupo suspeito de movimentar R$ 70 milhões em cinco anos. Líder agia de forma oculta, segundo investigações.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira, 02/06/2026, a Operação 'Mens Occulta' para desmantelar uma organização criminosa com base em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O grupo é suspeito de envolvimento com o tráfico internacional de cocaína e lavagem de cerca de R$ 70 milhões em cinco anos.

A decisão de realizar a operação foi tomada pela PF após extensas investigações que apontaram a movimentação de R$ 70 milhões sem origem comprovada. A importância desta ação reside no combate a um esquema que prejudica a segurança pública e a economia, afetando a dignidade da sociedade ao financiar atividades ilícitas.

As apurações revelaram que a organização possuía uma logística complexa para o transporte e distribuição de aproximadamente 2,9 toneladas de cocaína, apreendidas em 11 flagrantes ao longo da investigação. A base das operações criminosas era estabelecida em Uberlândia.

Para executar a Operação 'Mens Occulta', 230 policiais federais estão cumprindo 25 mandados de prisão preventiva e 49 de busca e apreensão. As ações ocorrem em dez cidades de Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, sendo que 29 mandados de busca e apreensão são realizados apenas em Uberlândia.

Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Uberlândia, e a decisão é considerada definitiva neste momento da operação, embora possam haver desdobramentos. A intervenção visa desarticular a estrutura financeira e operacional do grupo.

O nome 'Mens Occulta', que significa 'mente oculta' em latim, faz referência à estratégia do líder da organização. Segundo a PF, ele buscava manter um perfil discreto, afastando a si e seus familiares das atividades criminosas diretas, o que dificultava o rastreamento.

O esquema criminoso utilizava empresas de fachada para mascarar a origem ilícita dos recursos. O dinheiro obtido com o tráfico era investido na aquisição de bens de alto valor, como ranchos, apartamentos, cavalos de raça, embarcações e veículos de luxo. Relatórios de inteligência financeira indicaram movimentações financeiras expressivas sem lastro compatível.

Os investigados podem responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A PF reforça que a atuação do grupo impacta diretamente a segurança e o bem-estar social.

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