ACORDO PREMIADO

Polícia Federal adia reunião sobre delação de ex-dono do Banco Master

Imagem ilustrativa de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, busca acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal.

Encontro com defesa de Daniel Vorcaro foi remarcado para a próxima semana. PF quer analisar com profundidade novo material antes de prosseguir com tratativas.

A Polícia Federal (PF) desmarcou, nesta quinta-feira, 04/06/2026, uma reunião previamente agendada com a defesa de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. O encontro, que visava avançar nas negociações para um acordo de colaboração premiada, foi adiado para a semana seguinte. A decisão da PF parte da necessidade de analisar minuciosamente todo o material apresentado antes de formalizar qualquer entendimento com os advogados do ex-banqueiro, buscando garantir a completude e relevância das informações para o caso.

Segundo apuração da analista de Política Larissa Rodrigues, a corporação está dedicada ao estudo aprofundado do material. “A informação que chega é que a Polícia Federal está debruçada neste material”, afirmou Rodrigues ao CNN 360º. O documento em questão exige uma checagem detalhada por parte dos investigadores e delegados da força-tarefa responsável pela investigação.

A expectativa, de acordo com o analista de Política Matheus Teixeira, é que uma decisão sobre a aceitação ou rejeição da nova proposta de colaboração seja comunicada até o dia 12 de junho. A reunião, que estava marcada para a quarta-feira (3), foi cancelada precisamente para que a PF pudesse ter acesso integral aos relatos de Daniel Vorcaro antes de qualquer diálogo com a defesa.

Um detalhe que chamou a atenção de membros da Polícia Federal, conforme destacou Larissa Rodrigues, foi a entrega da segunda proposta de delação na segunda-feira (1º), seguida pelo envio de um adendo com informações complementares já na terça-feira (2). “Isso chamou a atenção de alguns membros da PF, sobre por que não veio o material todo junto, o que teria ficado de fora, por que veio detalhes depois”, relatou a analista. Esse adendo gerou um alerta, considerando o histórico da primeira tentativa de acordo.

A PF havia negado o primeiro esboço de delação apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro, por entender que faltavam informações cruciais, como nomes de políticos e outras figuras relevantes, além de apresentar dados já conhecidos pela própria corporação. A expectativa atual é que esta nova versão contenha elementos fortes e contundentes que avancem significativamente nas investigações.

“Nessa tentativa de acordo em específico, há o entendimento da PF de que a própria instituição avançou muito com as investigações. Para dar ok e seguir para a PGR e o próprio Supremo, tem que ter novidades confirmadas pelas investigações”, acrescentou Larissa Rodrigues, ressaltando a necessidade de informações inéditas para a continuidade do processo.

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