FALSIFICAÇÃO NA SAÚDE

Polícia de São Paulo prende suspeito de atuar como falso médico; outro é procurado

Homem suspeito de ser falso médico é preso pela Polícia de São Paulo
Polícia prende homem suspeito de atuar como falso médico

Dupla é apontada como responsável pela morte de nove pacientes após atendimentos em hospital da Zona Leste. Um homem foi detido, enquanto outro segue foragido. Investigação busca identificar se mais pessoas foram prejudicadas.

Um homem foi preso e outro é procurado pela Polícia de São Paulo, sob a suspeita de atuar como falsos médicos e serem responsáveis pela morte de nove pacientes. A decisão de investigar a fundo os casos partiu dos delegados que apuram a atuação da dupla em um hospital da Zona Leste da capital paulista, com o objetivo de garantir a segurança e a saúde pública. A importância desta investigação reside na proteção de vidas e na responsabilização por condutas que podem ter comprometido a dignidade e o bem-estar de inúmeros indivíduos.

As autoridades prenderam Marcos Phelipe de Barros nesta terça-feira, 26 de maio de 2026. Maike César Silva, o outro suspeito, permanece foragido. A polícia estima que, juntos, os indivíduos realizaram aproximadamente 2 mil atendimentos. Nove pacientes teriam morrido após serem assistidos pela dupla, que, segundo as investigações, utilizava as identidades de médicos legítimos que atuam no interior do estado, sem ter vínculo formal com a unidade hospitalar onde teriam exercido a atividade indevida.

A defesa dos suspeitos alega que Maike é biomédico, profissional habilitado para atuar em pesquisas, e que Marcos é instrumentador cirúrgico. Conforme a advogada Rosana Machado, ainda não há provas concretas de que eles tenham atuado como médicos. A investigação busca determinar a extensão do dano à saúde dos pacientes e a responsabilidade criminal dos envolvidos.

Três semanas antes da prisão de Marcos Phelipe, ele teria sido flagrado aplicando uma injeção em uma mulher na rua. A polícia, em conjunto com a Justiça, busca apurar se houve negligência ou imperícia que resultaram nas mortes e em outros prejuízos à saúde dos pacientes atendidos. A Justiça determinou o afastamento da gestora administrativa e do diretor clínico do Hospital Jardim Helena, onde a dupla teria atuado.

O delegado José Mariano de Araújo Filho destacou que a direção do hospital já havia sido alertada sobre as atividades suspeitas dos falsos médicos. A continuidade das investigações visa esclarecer todos os fatos e garantir que a justiça seja feita, preservando o direito à saúde e à vida dos cidadãos.

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