TRAGÉDIA NO TRÂNSITO
Polícia de Franca apura racha em morte de universitária
Laudo pericial obtido nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, aponta que o motorista Clóvis Eduardo Pinto Ludovice Neto, de 20 anos, excedeu em até três vezes o limite de velocidade em Franca, intensificando a investigação sobre a morte da universitária Anna Elisa Borges.
A Polícia Civil de Franca intensifica a investigação sobre a morte da universitária Anna Elisa Borges, de 19 anos, ocorrida em 29 de março, após um acidente na Avenida Armando Salles De Oliveira, no Parque Universitário. Nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, um laudo pericial crucial, obtido pelas autoridades, revelou que Clóvis Eduardo Pinto Ludovice Neto, de 20 anos, condutor de um Volkswagen Polo, dirigia seu veículo entre 80 km/h e 110 km/h em um trecho da avenida cujo limite de velocidade é de apenas 30 km/h. Essa constatação alarmante sustenta a suspeita de racha, apontando para a grave responsabilidade do motorista e reacendendo o debate sobre a segurança viária, enquanto a família de Anna Elisa busca por justiça e dignidade para a vida jovem abruptamente interrompida.
O acidente, uma colisão violenta, resultou na morte imediata de Anna Elisa e deixou outras duas pessoas feridas, ocupantes do Chevrolet Celta em que a universitária estava. Imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do local do impacto registraram o veículo de Clóvis Ludovice em altíssima velocidade momentos antes da tragédia.
O delegado Davi Abmael Davi, responsável pelo caso, detalhou as conclusões preliminares do laudo. "A velocidade indicada que o laudo conseguiu constatar é de 83 a 110 km/h antes do início da frenagem. Existem placas de sinalização a 300 metros do local da colisão que indicam a velocidade de 30 km/h", afirmou Davi. Ele ressaltou que a perícia também está analisando as imagens para confirmar a hipótese de racha.
"A disputa do racha e essa questão que foi levantada, nós encaminhamos imagens para a perícia, imagens da circulação de veículos no local e a perícia está fazendo uma avaliação em relação a isso. Foram feitos dois laudos à parte explicando sobre a questão de estar ou não disputando corrida naquela localidade momentos antes da colisão. Então a velocidade excessiva indica que ele assume também a responsabilidade, concorre na culpa pelo acidente", complementou o delegado, enfatizando a seriedade das acusações.
A defesa de Clóvis Eduardo Pinto Ludovice Neto não foi localizada para comentar as novas informações até a última atualização desta reportagem.
Quem era Anna Elisa Borges
Anna Elisa Borges, uma jovem de 19 anos, carregava sonhos e uma vida promissora. Nascida em Franca e criada em Capetinga (MG), ela havia retornado à sua cidade natal há apenas três meses para trabalhar como atendente de farmácia e dedicar-se aos estudos de biomedicina, cursando o segundo ano. Sua irmã, Anna Luisa Ferreira Borges, descreveu-a como uma pessoa "muito estudiosa, gostava muito de sair com amigos, era uma menina de família e muito conhecida."
Além dos estudos e do trabalho, Anna Elisa cultivava uma paixão vibrante pelo sertanejo e rodeios, tendo conquistado o título de princesa do Rodeio de Capetinga. "Amava andar a cavalo, gravar vídeos e amava casas de estética", relembrou a irmã, comovida. O maior desejo de Anna Elisa era se formar em biomedicina, exercer a profissão, proporcionar uma vida melhor aos seus pais e, um dia, viajar pelo mundo.
A interrupção trágica de sua jornada deixou um vazio imenso para familiares e amigos, que lamentam a perda de uma jovem cheia de planos e com um futuro brilhante pela frente.
Detalhamento da Investigação
O acidente ocorreu após Anna Elisa participar de uma festa de família e sair para comer com amigos. Informações preliminares indicam que o motorista do Celta, ao tentar acessar a Rua Francisco Prestes Maia, desrespeitou a sinalização de "pare", colidindo com o Volkswagen Polo e, em seguida, com o muro de um condomínio.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, ambos os motoristas envolvidos recusaram-se a fazer o teste do etilômetro, sendo autuados por essa infração. O local do impacto foi imediatamente isolado e passou por uma minuciosa perícia da Polícia Científica, cujos resultados agora fundamentam a investigação.
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