TRAGÉDIA NO TRÂNSITO

Polícia confirma álcool 16 vezes acima do permitido em acidente fatal

Acidente de moto em Juiz de Fora que vitimou Maria Eduarda Almeida
Moto da motociclista e local onde acidente foi registrado em Juiz de Fora — Foto: PM/Maria Eliza Diniz/TV Integração

Laudo técnico revela 0,83 mg/L de álcool no sangue do motociclista, que vitimou jovem de 21 anos e feriu a mãe. Condutor está preso à disposição da Justiça.

O Boletim de Ocorrência, fundamentado no teste do etilômetro, revelou que um motociclista de 23 anos dirigia com um nível de álcool 16,6 vezes superior ao permitido por lei. Essa constatação ocorreu após o trágico acidente da noite de domingo, 10 de maio de 2026, Dia das Mães, em Juiz de Fora, que tirou a vida da jovem Maria Eduarda Almeida, de 21 anos, e feriu sua mãe, de 62. A Polícia Civil, na segunda-feira, 11 de maio de 2026, confirmou a prisão do condutor, que agora permanece à disposição da Justiça.

Segundo o registro policial, Maria Eduarda Almeida pilotava a motocicleta com a mãe na garupa pela avenida JK, no bairro Francisco Bernardino, quando outra moto, conduzida por Wellington Gonçalves da Silva Júnior, em alta velocidade, atingiu a traseira do veículo. O impacto foi devastador.

O teste do bafômetro apontou 0,83 miligrama de álcool no sangue de Wellington Gonçalves da Silva Júnior. A legislação de trânsito estabelece o limite para infração administrativa em 0,05 mg/L. A partir de 0,34 mg/L, configura-se crime de trânsito, o que se aplica a este caso, podendo levar à prisão e processo criminal.

É crucial entender a gravidade: a infração administrativa, entre 0,05 e 0,33 mg/L, resulta em multa, suspensão da CNH e processo no Detran. Já o crime de trânsito, a partir de 0,34 mg/L, como o identificado, pode levar à prisão ou a medidas alternativas, além do processo criminal. Dirigir sob efeito de álcool é uma escolha que coloca vidas em risco, transformando celebrações em luto e impondo cicatrizes profundas na comunidade.

Após a colisão, o motociclista fugiu do local sem prestar socorro, um ato que agrava ainda mais a sua conduta. No entanto, a Polícia o localizou. Ele admitiu ter consumido bebida alcoólica antes de pilotar e confessou, também, não possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH), evidenciando uma série de infrações que contribuíram para a fatalidade.

A Polícia Civil confirmou a prisão de Wellington Gonçalves da Silva Júnior, que foi encaminhado ao Ceresp de Juiz de Fora na segunda-feira, 11 de maio de 2026. Ele permanece à disposição da Justiça, conforme informações da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). A defesa do motociclista ainda não foi localizada pelo g1.

O acidente teve um desfecho trágico e irreversível: com a força do impacto, Maria Eduarda Almeida foi arremessada contra um poste. Ao chegar ao local, a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito imediato da jovem, um choque doloroso para todos. A mãe de Maria Eduarda Almeida foi socorrida com dores no quadril e escoriações na mão, sendo levada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde recebeu atendimento e foi liberada ainda no domingo, 10 de maio de 2026.

A despedida de Maria Eduarda Almeida ocorreu na tarde de segunda-feira, 11 de maio de 2026, com seu sepultamento no Cemitério Municipal de Juiz de Fora, deixando uma família e amigos em luto profundo. Esta tragédia serve como um doloroso lembrete das consequências da irresponsabilidade no trânsito e da importância de se combater a impunidade para que vidas não sejam perdidas em circunstâncias tão evitáveis.

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