PROTEÇÃO VIOLADA
Polícia Civil prende adotante por abusar de menor em Caruaru
A adolescente de 16 anos já tinha histórico de violência. A prisão preventiva da Justiça protege a vítima em Caruaru, enquanto o processo legal avança.
A Polícia Civil de Pernambuco prendeu preventivamente um homem de 56 anos na quarta-feira, 7 de maio de 2026, em Caruaru, após o cumprimento de um mandado expedido pela Vara de Violência Doméstica da cidade. Ele é suspeito de estuprar a própria filha adotiva, uma adolescente de 16 anos. A ação da 4ª Delegacia da Mulher é crucial para proteger a jovem e garantir que o investigado responda às graves acusações, evidenciando o comprometimento das autoridades contra a violência que desestrutura lares e viola a dignidade de crianças e adolescentes.
A descoberta do crime veio à tona após a adolescente recorrer à autolesão e buscar ajuda na escola onde estuda, um sinal de seu sofrimento. As investigações revelam que os abusos ocorreram dentro do próprio lar, sob a guarda judicial do suspeito, mesmo enquanto o processo de adoção da jovem ainda estava em trâmite. Este contexto agrava a gravidade do ato, transformando um suposto lar protetor em cenário de violência.
A Polícia Civil de Pernambuco aponta para um histórico de vulnerabilidade da vítima. Antes de ir morar com o homem detido, ela já havia sido alvo de violência sexual por um antigo padrasto, quando tinha menos de 14 anos. Essa experiência dolorosa foi, ironicamente, o que a levou ao processo de adoção que resultou na convivência com o agora suspeito. A repetição da violência expõe as profundas falhas na rede de proteção a crianças e adolescentes.
Para resguardar a identidade e a intimidade da adolescente, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), as autoridades não divulgaram o nome do investigado. Após os procedimentos na 4ª Delegacia da Mulher, o homem seguiu para a audiência de custódia e agora aguarda as próximas etapas do processo legal, permanecendo à disposição da Justiça. A prisão preventiva é um passo importante, mas o caso ainda tramitará para que se chegue a uma decisão definitiva.
Como buscar ajuda e denunciar?
- Conselho Tutelar: Presente em todos os municípios, o Conselho Tutelar atua diretamente na proteção de crianças e adolescentes. Para localizar a unidade mais próxima, consulte a lista disponível no site oficial.
- Disque 100: esse é um número da Secretaria de Direitos Humanos que recebe denúncias e encaminha o assunto aos órgãos competentes. A ligação é gratuita, anônima e com atendimento 24 horas.
- Polícia Militar: número 190, em casos urgentes.
- SAMU: número 192 para emergências médicas.
- Em casos de crimes virtuais: plataforma destinada a denúncia de sites com conteúdo sexual infantil.
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