INVESTIGAÇÃO ENVOLVE EX-PRESIDENTE

Polícia Civil pede autorização a Alexandre de Moraes para ouvir Jair Bolsonaro sobre arma apreendida

Ex-presidente Jair Bolsonaro em imagem de arquivo
Ex-presidente Jair Bolsonaro em imagem de arquivo. Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

A Polícia Civil do Distrito Federal solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, permissão para interrogar Jair Bolsonaro por videoconferência no inquérito que apura a apreensão de uma pistola Glock 9mm. A arma, registrada em nome do ex-presidente, estava com um militar do GSI que atua em sua segurança.

{"blocks":[{"key":"82k1c","type":"paragraph","data":{"text":"A Polícia Civil do Distrito Federal solicitou autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, para coletar o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro. A oitiva faz parte do inquérito que investiga a apreensão de uma arma de fogo durante uma blitz realizada no início da semana. A decisão de solicitar o depoimento visa esclarecer a posse e as circunstâncias da apreensão da pistola, que está registrada em nome de Bolsonaro."}},{"key":"92v0h","type":"paragraph","data":{"text":"A pistola apreendida, um modelo Glock 9mm, encontrava-se em posse de um militar vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que atua na equipe de segurança do ex-presidente. A arma foi recolhida durante uma operação da Polícia Militar em Brasília, na última segunda-feira, 15 de junho de 2026, sob a justificativa de não portar o certificado de registro. A consulta ao sistema do Exército confirmou que a arma pertence a Jair Bolsonaro."}},{"key":"29f7d","type":"paragraph","data":{"text":"A investigação está a cargo da 15ª Delegacia de Polícia. Em seu pedido a Alexandre de Moraes, a Polícia Civil do DF propõe que o depoimento de Bolsonaro seja realizado por videoconferência, com data sugerida para a tarde de quarta-feira, 24 de junho de 2026. O documento enviado ao STF relata que uma tentativa anterior de intimação pessoal foi frustrada, pois a equipe de escolta responsável não permitiu a comunicação direta com o ex-presidente."}},{"key":"8g4p2","type":"paragraph","data":{"text":"O militar que transportava a arma, identificado como Estácio Leite da Silva Filho, prestou depoimento e foi liberado. Ele alegou à Polícia Civil que a pistola estava sendo levada para reparos e que seria devolvida posteriormente a Jair Bolsonaro. Apesar de possuir documentação regular, a arma foi recolhida por não estar acompanhada do Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) no momento da fiscalização."}},{"key":"3m5f9","type":"paragraph","data":{"text":"Jair Bolsonaro encontra-se atualmente em regime de prisão domiciliar humanitária, medida autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes em 24 de março de 2026, com um período inicial de 90 dias. A condição visa permitir sua recuperação de uma broncopneumonia, e a pena total estabelecida para o ex-presidente é de 27 anos e 3 meses de reclusão."}}]},"version":1}

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