INVESTIGAÇÃO SOB AGRESSÃO

Polícia Civil investiga possível injúria racial em caso de agressão no Shopping da Gávea

Cena de vídeo que registra momento da agressão em shopping
Vídeo mostra agressão denunciada por ator em shopping no Rio

Delegacia apura se ator foi alvo de crime racial após receber cabeçada em shopping na Zona Sul do Rio; oitiva com a vítima ocorre nesta terça-feira, 14 de julho de 2026.

A Polícia Civil do Rio expandiu o escopo das investigações sobre a agressão sofrida pelo ator Vitor Feitosa no Shopping da Gávea, na Zona Sul do Rio, para apurar a ocorrência de possível injúria racial. A medida, definida pela 14ª DP (Leblon) nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, busca esclarecer se a conduta do agressor foi motivada por preconceito, considerando o impacto emocional e a dignidade da vítima diante do ocorrido.

O aditamento ao inquérito ocorre após novas diligências solicitadas pela autoridade policial. Vitor Feitosa, que relatou ter sido agredido com uma cabeçada ao buscar o filho na creche, prestará novo depoimento nesta terça-feira, 14 de julho de 2026. A Polícia Civil também convocou o suspeito da agressão, identificado como Fernando Luiz Prado de Moura, e outras testemunhas presenciais para depor.

O episódio aconteceu no dia 23 de junho de 2026. Segundo o relato do ator, o homem teria interpretado erroneamente uma solicitação de informação sobre o banheiro familiar como um pedido de dinheiro. Vitor, que é negro, aponta que a reação violenta e as falas do agressor demonstram um cenário de racismo velado.

"Eu me senti invadido, fiquei muito triste em pensar o que meu filho poderia estar formando na mente dele, mesmo sendo pequeno", desabafou Vitor, destacando o trauma causado pela violência gratuita presenciada pela criança.

Em nota, a Polícia Civil ressaltou que a tipificação inicial de um registro não define a conclusão do caso, sendo passível de ajuste conforme o surgimento de novos elementos probatórios. Fernando Luiz Prado de Moura, anteriormente, optou por exercer o direito de permanecer em silêncio na delegacia, manifestando-se apenas em juízo. O Shopping da Gávea afirmou, em nota, que repudia qualquer tipo de violência.

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