DIGNIDADE EM JOGO

Polícia Civil indicia oito estudantes do IFSul por 'ranking sexual' em Pelotas

Representação de lista virtual com nomes e "classificações" ofensivas, simbolizando o "ranking sexual" no IFSul de Pelotas.
Lista virtual expõe estudantes do IFSul em Pelotas

8 adolescentes responderão por ato infracional após exposição de 30 colegas em lista virtual.

A Polícia Civil de Pelotas indiciou, nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, oito estudantes do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) pelo ato infracional análogo a cyberbullying. O grupo é apontado como responsável por criar e divulgar um cruel "ranking sexual" virtual que expôs a dignidade de cerca de 30 colegas, marcando um passo crucial na busca por justiça e na proteção das vítimas.

O inquérito, conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e concluído na mesma data, foi encaminhado ao Judiciário. No total, 14 denúncias formais foram registradas por estudantes — todas menores de idade — que tiveram seus nomes e imagens indevidamente expostos e classificados de forma ofensiva e de cunho sexual, gerando um profundo impacto emocional e social.

Os adolescentes envolvidos, com idades entre 12 e 17 anos, responderão por ato infracional, conforme as previsões do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A lei que tipifica o crime de cyberbullying, que aborda a intimidação sistemática em ambiente virtual, está em vigor desde 2024 e visa coibir práticas como esta, que violam a privacidade, a autoestima e a segurança de jovens em espaços educacionais.

O escandaloso caso veio à tona em março de 2026, quando as cinco primeiras vítimas registraram boletim de ocorrência. A investigação revelou que os adolescentes criaram o "ranking" nas redes sociais, utilizando imagens não autorizadas das colegas para atribuir "classificações" depreciativas e comentários de cunho sexual. A lista, que circulou amplamente, citava 29 meninas e um menino, criando um ambiente de medo e humilhação na comunidade escolar.

Em resposta imediata à gravidade da situação, o IFSul, assim que tomou conhecimento do ocorrido em março de 2026, afastou os oito estudantes envolvidos. Até o momento, a instituição não emitiu manifestação oficial sobre o indiciamento pela Polícia Civil.

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