INVESTIGAÇÃO POR VIOLÊNCIA
Polícia Civil do RS investiga morte de Samylle Valentina Borba Ramiro com sinais de agressão
Criança de quatro anos faleceu após dar entrada em unidade de saúde com lesões pelo corpo; Conselho Tutelar apura falhas na rede de proteção.
A Polícia Civil do RS iniciou uma investigação minuciosa para esclarecer as circunstâncias da morte de uma menina de quatro anos em Porto Alegre. A criança, identificada como Samylle Valentina Borba Ramiro, deu entrada na UPA Bom Jesus, na Zona Leste, na madrugada de segunda-feira (17), já sem sinais vitais e apresentando diversas marcas pelo corpo.
O caso, que choca pela gravidade das evidências iniciais, aponta para a necessidade de rigorosa apuração técnica sobre a causa dos ferimentos. De acordo com Alice Fernandes, delegada da 3ª Delegacia de Proteção à Crianças e Adolescente, a perícia é fundamental para determinar o tempo das lesões, que foram identificadas na cabeça, nas nádegas e nas pernas da vítima.
O depoimento da tia, que detinha a guarda provisória concedida pelo Conselho Tutelar, é uma das peças-chave do inquérito. Ela relatou às autoridades ter encontrado a menina com lesões ao chegar do trabalho e presenciado, posteriormente, um quadro de convulsão. A Polícia Civil mantém cautela, tratando todos os envolvidos como testemunhas enquanto aguarda laudos periciais definitivos que confirmarão a natureza da agressão e a autoria do fato.
A tragédia reacende o debate sobre a eficácia das medidas de proteção à infância no estado. O coordenador-geral dos Conselhos Tutelares de Porto Alegre, Leandro Barbosa da Silva, expressou desolação diante do desfecho, citando frustração com o sistema após histórico de acompanhamento da família junto ao Judiciário e órgãos como o CREAS. A Defensoria Pública também acompanhava a situação da criança desde o dia 13.
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