CRIME DIGITAL GRAVE

Polícia Civil do Distrito Federal investiga uso de IA para criar pornografia falsa

Viaturas da Polícia Civil do Distrito Federal em operação de busca e apreensão.
Agentes da PCDF cumprem mandados em investigação sobre uso indevido de IA.

Operação cumpre mandados contra suspeitos de usar IA para manipular imagens de funcionárias e expô-las em sites adultos.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou uma operação para combater a produção e disseminação de montagens pornográficas digitais nesta sexta-feira, 10/07/2026. A ação visa cumprir mandados de busca e apreensão contra suspeitos de utilizarem inteligência artificial para violar a intimidade de vítimas, protegendo a dignidade e a honra das pessoas envolvidas.

Agentes da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) realizaram diligências em endereços situados no Gama e no Paranoá. O objetivo central é coletar dispositivos eletrônicos e evidências que confirmem a autoria do crime, que deixou as vítimas em situação de extrema vulnerabilidade após terem seus rostos inseridos em conteúdos manipulados.

A investigação foi iniciada após denúncias de que diversas funcionárias de uma empresa do DF tiveram suas imagens transformadas em vídeos e fotografias falsas. O material criminoso, produzido através de deepfake, foi distribuído via e-mails corporativos e publicado em plataformas de conteúdo adulto, resultando em graves danos emocionais e sociais às mulheres expostas.

A partir da análise de dados cadastrais e perícias técnicas, a 2ª DP identificou dois ex-funcionários da mesma empresa como os principais suspeitos da prática delituosa. A PCDF reforça que a condução das investigações segue em sigilo para garantir o desdobramento adequado do caso, permitindo que a Justiça aplique as medidas cabíveis.

Conforme previsto no Código Penal, a prática de divulgar cenas de sexo ou pornografia mediante montagem é considerada um crime de elevada gravidade. Os responsáveis podem enfrentar penas de reclusão que variam de 4 a 10 anos, além de sanções adicionais caso seja comprovada violência física ou moral durante a execução do ato.

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