COMBATE AO ESTELIONATO

Polícia Civil desarticula quadrilha suspeita de golpe do Falso Advogado no RN

Equipes policiais em ação durante operação contra grupo criminoso no Rio Grande do Norte.
Agentes da Polícia Civil realizam diligências durante o cumprimento de mandados da operação Falsus Causidicus — Foto: Divulgação

Ação resultou em quatro prisões preventivas e busca apreensão. Vítima chegou a transferir quase R$ 100 mil após acreditar em falso processo judicial.

A Polícia Civil deflagrou uma operação de combate a uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes simulando a atuação de advogados no Rio Grande do Norte. A ofensiva, deflagrada na terça-feira (01/09), busca desmantelar um esquema de engenharia social que causou prejuízos financeiros significativos a cidadãos, incluindo um caso em que a vítima perdeu quase R$ 100 mil.

No âmbito da ação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancários e telemáticos, visando mapear a rede de movimentações financeiras do grupo. Trata-se de uma investigação técnica que ainda permite a continuidade de diligências, sem caráter definitivo para todos os envolvidos.

Conforme apurado pelos investigadores, o grupo utilizava dados processuais reais para transmitir credibilidade e induzir as vítimas a erros. Os criminosos entravam em contato por meio de aplicativos de mensagens, passando-se por representantes jurídicos e solicitando depósitos via PIX sob o pretexto de taxas cartorárias para a liberação de créditos inexistentes.

A operação, denominada Falsus Causidicus, contou com o suporte da Polícia Civil do Ceará e do Ciberlab do Ministério da Justiça. Segundo a autoridade policial, a prática de utilizar contas de terceiros para o recebimento dos valores visa ocultar a origem dos recursos e dificultar o rastreio, fragilizando a segurança patrimonial das vítimas.

A Polícia Civil reforça a necessidade de cautela ao receber solicitações de pagamento por meios digitais. A orientação é sempre verificar a veracidade de qualquer pendência judicial diretamente com o tribunal ou com o patrono constituído em canais oficiais antes de realizar qualquer transferência.

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