CRIME CONTRA IDOSOS
Polícia Civil de Minas Gerais indicia diarista por latrocínio de casal em Belo Horizonte
Paola Stefany Neto Cirino é apontada como autora das mortes ocorridas em 29 de junho; quatro homens também foram indiciados por receptação.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito e indiciou a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, pelo crime de latrocínio — roubo seguido de morte — praticado contra duas pessoas. A decisão da autoridade policial foi formalizada nesta segunda-feira, 13/07/2026, com o objetivo de responsabilizar a suspeita pelos homicídios do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e de sua esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, um caso que chocou a comunidade pela violência empregada.
O crime ocorreu no apartamento do casal, localizado no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, em 29 de junho. A suspeita, que se encontra detida desde 2 de julho, teria agido com premeditação. Além dela, quatro homens foram indiciados por receptação qualificada por terem adquirido bens roubados das vítimas; eles colaboraram com a polícia voluntariamente e restituíram os itens.
Os corpos dos idosos foram encontrados em 30 de junho, apresentando sinais de lesões por instrumento perfurocortante. A perícia realizada em 6 de julho no local possibilitou a localização da arma utilizada nos assassinatos. Imagens de câmeras de segurança registraram a movimentação da suspeita no prédio durante cerca de oito horas no dia 29 de junho, incluindo o momento em que ela descartou vestimentas com marcas de sangue em uma caçamba próxima.
As investigações conduzidas pela PCMG revelaram um padrão de comportamento recorrente. Paola Stefany Neto Cirino possuía um histórico de roubos utilizando medicamentos sedativos para incapacitar suas vítimas. Após a divulgação do caso, outras quatro pessoas reconheceram a diarista como autora de crimes anteriores, relatando terem sido dopadas por ela.
Durante a operação, os agentes recuperaram R$ 18,8 mil em espécie, além de joias, eletrônicos e outros objetos de valor. Também foram apreendidos 165 comprimidos sedativos que seriam utilizados pela indiciada para cometer os delitos. O inquérito agora segue para o Ministério Público, que avaliará os próximos passos do processo judicial.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário