INVESTIGAÇÃO SOB ATENTADO
Polícia Civil confirma elo entre Galego e suspeito de atacar tenente Pimentel
Após negativa inicial, novas apurações comprovam ligação entre suspeito morto em confronto e o principal alvo da Difusão Vermelha da Interpol.
A Polícia Civil confirmou nesta quinta-feira, 09/07/2026, a existência de um elo direto entre Elenilson Misael da Silva, conhecido como “Galego”, e Hércules da Costa Siqueira, apontado como o principal autor do atentado contra o tenente da Rota, Ronickson Pimentel dos Santos. A revelação altera o curso das investigações, que anteriormente descartavam a participação de Galego no crime.
Galego morreu durante uma intervenção da Rota realizada em 02/07/2026, em Peruíbe. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), a equipe policial tentou abordar o suspeito após receber denúncias cruciais para o inquérito. A corporação relata que Galego estava armado e reagiu à abordagem, resultando em um confronto que culminou na morte do indivíduo. O episódio foi registrado como morte decorrente de intervenção policial (MDIP) e segue sob apuração da Delegacia Sede de Peruíbe, com supervisão da Corregedoria da Polícia Militar.
O foco das autoridades permanece sobre Hércules da Costa Siqueira, também identificado pelas alcunhas de “Golias”, “Chavinho” e “Peruca”. Considerado foragido, seu nome consta na lista de Difusão Vermelha da Interpol, permitindo sua captura em âmbito internacional. Para incentivar o recebimento de pistas, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) instituiu, em 05/07/2026, uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização do suspeito.
O atentado contra o tenente Pimentel ocorreu em 27/06/2026, em São Caetano do Sul. Enquanto aguardava em um semáforo na Avenida Goiás, o oficial da Rota foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta, que efetuaram disparos à queima-roupa. A gravidade do ataque, que atingiu o tenente na nuca, gerou uma ampla mobilização das forças de segurança estaduais. As autoridades trabalham com a hipótese de premeditação, reforçada por imagens de câmeras de monitoramento que registraram a perseguição prévia ao oficial.
Desde o ataque, a Polícia Civil aprofundou o pente-fino sobre as mortes de seis homens que teriam sido apontados, em diferentes denúncias, como possíveis participantes do atentado. O caso também ganhou notoriedade nacional pela história familiar da vítima, que é irmão de Eloá Pimentel, cuja trajetória se tornou um marco traumático na crônica policial brasileira após o cárcere privado e assassinato em 2008.
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