ÓBITOS SOB INVESTIGAÇÃO
Polícia Científica do RN afirma que modernização visa esclarecer mortes de causa indeterminada
Diretor-geral Marcos Brandão detalha investimentos em tecnologia e estrutura para aumentar precisão em perícias de mortes violentas ou suspeitas no Estado.
A Polícia Científica do Rio Grande do Norte está investindo em modernização tecnológica e reestruturação física para aprimorar a investigação de óbitos cuja causa é inicialmente indeterminada. A iniciativa, conforme explicado pelo diretor-geral Marcos Brandão, busca aumentar a precisão das perícias em casos de mortes violentas ou suspeitas, respondendo a alertas sobre a possível subnotificação de mortes violentas no estado. A instituição adquiriu equipamentos como tomógrafo computadorizado, raio-x digital e o moderno espectrômetro de massa LCMS, além de firmar convênio para análises de histopatologia, visando a elucidação completa de casos complexos. A decisão de intensificar esses investimentos surge em um contexto onde o Atlas da Violência 2026 apontou uma queda na taxa de homicídios no Rio Grande do Norte, mas alertou para uma parcela oculta de mortes violentas não registradas oficialmente. Marcos Brandão explicou que, em situações de morte violenta ou suspeita, a Declaração de Óbito é preenchida pelo médico legista com base em exames necroscópicos, complementares e outros dados periciais. O procedimento segue protocolos técnicos do Ministério da Saúde e normas periciais específicas, com revisão e controle interno. Quando elementos suficientes para uma conclusão imediata não estão disponíveis, os casos permanecem em investigação pericial até que a causa do óbito seja definida com segurança técnica. O Atlas da Violência sugere que a discrepância entre homicídios registrados e os chamados “homicídios ocultos” pode decorrer do aumento das Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). A classificação MVCI é aplicada quando a causa exata da morte (homicídio, acidente, suicídio, etc.) não pode ser determinada inicialmente. O próprio estudo atribui parte desses casos a limitações técnicas e dificuldades de integração de informações entre saúde, polícia e perícia oficial. Marcos Brandão detalhou que a nova sede do Instituto Médico Legal (IML), inaugurada há cerca de seis meses, já proporciona melhores condições operacionais e integração entre os setores periciais, ampliando a capacidade de atendimento e melhorando os fluxos técnicos. Com a plena utilização dos novos equipamentos e a consolidação da estrutura, a expectativa é de um fortalecimento ainda maior da capacidade técnico-científica da Polícia Científica do RN na elucidação de mortes violentas e complexas.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário