INVESTIGAÇÃO SOBRE EMENDAS

PF investiga se deputados permitiram uso de nomes em esquema de Valdemar Costa Neto

Fachada do STF em Brasília.
Investigação apura uso indevido de emendas parlamentares.

Supremo Tribunal Federal bloqueou R$ 119,2 milhões após indícios de que presidente do PL controlava verbas de parlamentares sem mandato oficial.

A PF (Polícia Federal) investiga se deputados federais tinham conhecimento, participaram ou foram omissos diante do uso de seus nomes em emendas parlamentares que teriam sido direcionadas pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A medida, que busca esclarecer a extensão do envolvimento de parlamentares no esquema, foi formalizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), neste sábado, 11/07/2026.

A apuração, um desdobramento da Operação Transparência da Câmara dos Deputados, analisa a possibilidade de que parlamentares tenham figurado como solicitantes de verbas sem sequer saberem do procedimento. A decisão do ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de até R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar, visando proteger o erário público enquanto as responsabilidades individuais são apuradas.

O foco da PF está em um suposto "arranjo decisório paralelo" descoberto a partir de mensagens e planilhas encontradas no celular da servidora da Câmara, Mariângela Fialek, a Tuca. Conforme os investigadores, Valdemar exercia influência sobre a destinação de verbas, utilizando nomes de deputados para conferir aparência de legalidade a indicações que, na prática, não partiam dos congressistas.

O esquema teria viabilizado ao menos 21 emendas, totalizando R$ 119.216.703,15, empenhadas ou pagas entre junho de 2024 e março de 2026. Além da investigação sobre os deputados, a PF apura possível associação criminosa envolvendo Valdemar e os servidores Mariângela Fialek, Nara Benedetti Nicolau Brum e Garigham Amarante Pinto.

Dino ressaltou que, apesar de ser prematuro concluir a participação direta de parlamentares ou a apropriação de valores pelos servidores, os indícios de desvio e peculato justificam o bloqueio de bens e a suspensão imediata da execução das emendas sob suspeita. A decisão, cabe ressaltar, não é definitiva, mantendo-se em vigor enquanto a investigação segue sob sigilo parcial para resguardar as apurações.

*Com informações de CNN.

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