PROVAS DIGITAIS EM RISCO
PF flagra líder de hackers com computadores após prisões
David Henrique Alves estava com o carro cheio de PCs e notebooks em 4 de março, dia da prisão de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal apura tentativa de destruir evidências em caso de crimes cibernéticos.
Em uma ação crucial para a investigação contra crimes digitais, a Polícia Federal revelou nesta sexta-feira, 15/05/2026, que David Henrique Alves, apontado como o líder de um grupo de hackers supostamente ligados a Daniel Vorcaro, foi flagrado com o carro repleto de computadores pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O flagrante aconteceu em 4 de março, data em que Daniel Vorcaro e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, foram presos pela PF. A descoberta é vital, pois os investigadores acreditam que Alves tentava destruir provas essenciais para desvendar a rede de atuação do grupo "A Turma", impactando diretamente a busca por justiça e a integridade do sistema legal.
O registro da PRF, datado de 4 de março, detalha a abordagem realizada às 23h30. David Henrique Alves estava acompanhado de Katherine Venâncio Teles, também alvo da investigação. Dentro do veículo, os agentes encontraram um computador de mesa de grande porte, além de dois ou três notebooks, caixas e malas. Para a Polícia Federal, esse conjunto de objetos, no contexto da investigação, configura um claro indicativo de tentativa de fuga e uma possível destruição, remoção ou ocultação de provas digitais. Tal comportamento ameaça a eficácia da apuração, impedindo que a verdade venha à tona.
O policial rodoviário que efetuou a abordagem relatou que David Henrique Alves não conseguiu oferecer uma explicação convincente para o fato de estar dirigindo o veículo de Sicário. Além disso, a presença de um documento de identidade de um terceiro no interior do automóvel intensificou a suspeita de "anormalidade da conduta", conforme apontado pela PRF. Esses elementos adicionam camadas de complexidade ao caso, sinalizando uma possível tentativa de encobrir o rastro de atividades ilícitas.
A investigação aponta para mais um fato intrigante ocorrido no dia seguinte ao flagrante. Um homem, posteriormente identificado como parte do círculo de David Henrique Alves, apareceu no imóvel alugado pelo suspeito com acesso já autorizado por Katherine Venâncio Teles. A Polícia Federal confirmou que esse movimento reforça a hipótese de uma desmobilização rápida do local, orquestrada logo após a deflagração da operação policial. Essa agilidade em tentar esvaziar o imóvel sugere um esforço coordenado para eliminar qualquer vestígio incriminador.
Ainda segundo a PF, existia a suspeita de que um imóvel em Lagoa Santa (MG) fora alugado especificamente para a prática de crimes. No mesmo dia da prisão de Daniel Vorcaro, David Henrique Alves tentou devolver o apartamento com urgência. A proprietária do imóvel descreveu Alves como uma pessoa reservada, estranha e pouco visível na rotina da vizinhança, com a contratação feita integralmente por intermédio de imobiliária. Ele deixou o local às pressas, carregando os equipamentos, o que corrobora a tese de que estava empenhado em apagar provas. Esta série de eventos delineia um cenário de esforços desesperados para frustrar a ação da justiça, sublinhando a gravidade das acusações e a importância de que a investigação prossiga sem obstáculos.
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