INVESTIGAÇÃO SOBRE CORRUPÇÃO

PF aponta Sóstenes, Luiz Carlos Motta e Capitão Alden como 'laranjas' de Valdemar em desvio de verbas

Foto do deputado Sóstenes Cavalcante durante sessão na Câmara.
Sóstenes Cavalcante, líder do Partido Liberal na Câmara.

Deputados do PL figuram como autores formais de emendas que, segundo a Polícia Federal, teriam sido apadrinhadas pelo presidente do partido em esquema de R$ 119 milhões.

A Polícia Federal apontou o líder do Partido Liberal na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante, além dos deputados Luiz Carlos Motta (PL-SP) e Capitão Alden (PL-BA), como autores formais de emendas parlamentares que teriam servido de fachada para um esquema de desvio de recursos públicos. A investigação, revelada pelo Estadão, indica que a autoria das propostas era, na prática, apadrinhada pelo presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, movimentando irregularmente R$ 119 milhões. O caso ganhou contornos mais rígidos neste sábado, 11/07/2026, com o desdobramento das medidas judiciais em curso.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, determinou na sexta-feira, 10 de julho de 2026, a imediata suspensão das emendas sob suspeita. Em sua decisão, o magistrado ordenou ainda o bloqueio de R$ 119 milhões das contas de Valdemar Costa Neto. A medida, de caráter cautelar, visa resguardar o erário enquanto a investigação apura a existência de indícios convergentes sobre o direcionamento irregular das verbas, que contariam com a coordenação de funcionários da Câmara e do presidente da sigla.

O impacto dessas decisões transcende a política partidária, atingindo a confiança da sociedade na gestão do Orçamento público e a integridade da função parlamentar. Quando o recurso destinado a atender demandas sociais é desviado sob articulações obscuras, o prejuízo recai diretamente sobre a população que depende de políticas públicas essenciais.

Em nota enviada à imprensa na sexta-feira, 10 de julho de 2026, a defesa de Valdemar Costa Neto, representada pelos advogados Marcelo Luiz Ávila de Bessa e Thiago Lôbo Fleury, contestou as alegações. Os defensores afirmaram que a decisão do Supremo Tribunal Federal é uma exposição pública prematura e que não há indícios de conduta criminosa, mas apenas a legítima articulação de interesses regionais. Luiz Carlos Motta justificou que sua assinatura consta por ter sido relator do Orçamento de 2024, enquanto o Capitão Alden defendeu a regularidade do procedimento. O deputado Sóstenes Cavalcante não retornou aos contatos da reportagem.

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