JUSTIÇA NO MARAJÓ

PCPA prende suspeito de série de estupros de vulnerável no Pará

Imagem da prisão de suspeito de estupro no Marajó pela PCPA.
Homem suspeito de estupros de vulnerável foi localizado em área de difícil acesso em Oeiras do Pará. — Foto: Reprodução / PCPA

Operação 'Igarapé Protegido' localiza foragido em área remota e garante abrigo a crianças vítimas. Mãe e tia já estavam detidas por coação.

A Polícia Civil do Pará (PCPA) alcançou um marco significativo na proteção de crianças e adolescentes no Marajó ao prender um homem suspeito de uma série de estupros de vulnerável. A ação, parte da segunda fase da operação "Igarapé Protegido", foi deflagrada nesta segunda-feira, 04/05/2026, em Oeiras do Pará, visando desmantelar uma rede de abusadores e coautores. Esta prisão é crucial para assegurar a dignidade e a integridade de crianças vítimas, trazendo justiça e esperança para a comunidade, além de reforçar o compromisso das autoridades com a segurança dos mais frágeis.

O suspeito, que estava foragido, foi localizado em uma área ribeirinha de difícil acesso no final do rio Arioca, a cerca de três horas da sede do município de Oeiras do Pará, que fica a 340 km de Belém. Para chegar ao local, as equipes policiais contaram com o apoio logístico da prefeitura, que disponibilizou uma lancha e piloto, demonstrando a complexidade da operação em terreno remoto.

Esta prisão é um desdobramento de uma investigação minuciosa que, no final de abril, já havia resultado na detenção da mãe e da tia de uma das vítimas. As duas mulheres são suspeitas de coagir a criança para encobrir os abusos ocorridos dentro do ambiente familiar. Com a captura do homem nesta segunda-feira, 04/05/2026, todos os envolvidos no caso estão agora custodiados pelas autoridades.

A investigação ganhou força e celeridade graças a denúncias da Procuradoria da Mulher da Câmara de Oeiras, que ofereceu relatórios psicológicos e representação jurídica essenciais para o andamento do processo. O trabalho conjunto entre diferentes esferas públicas e civis foi fundamental para o sucesso da operação.

Em outra frente de combate a crimes similares, um segundo homem foi preso em Curralinho, também na região do Marajó, como parte dos desdobramentos da operação, por crimes contra vulnerável e descumprimento de medidas protetivas, reiterando a amplitude da operação no combate à violência contra crianças.

Durante o inquérito, foram realizados exames sexológicos, de corpo de delito e escutas especializadas na "Sala Lilás" da delegacia, garantindo a coleta de provas robustas. Além das prisões, um dos aspectos mais importantes da operação foi o resgate e o abrigo das crianças vítimas, garantindo a sua integridade física e psicológica, um passo vital para a recuperação e proteção desses menores. Os investigados já foram transferidos para unidades prisionais da região e permanecem à disposição da justiça.

A conduta dos familiares que tentaram acobertar os abusos está sendo enquadrada na Lei Henry Borel, um marco legal que estabelece mecanismos rigorosos de proteção para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar, reforçando a seriedade com que esses casos são tratados.

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