BRASIL INVESTE BILHÕES
Oxford Economics estima investimento de US$ 42 bilhões para exploração da Margem Equatorial
Consultoria aponta que desenvolvimento das reservas de petróleo na região exige aporte de US$ 42 bilhões nos primeiros sete anos, com projeção de tornar o país um dos maiores produtores globais e impulsionar o PIB.
A exploração das vastas reservas de petróleo na Margem Equatorial demandará um investimento colossal de US$ 42 bilhões. Esta estimativa, divulgada pela consultoria Oxford Economics, refere-se aos primeiros sete anos da operação, conforme apontado em um relatório assinado pelos economistas Felipe Camargo e Jack Reid. A análise, divulgada nesta terça-feira, 09/06/2026, projeta que o pico da produção na região ocorra na segunda metade de 2035.
A viabilidade econômica da exploração, conhecida como "break even", está estimada entre US$ 25 e US$ 30 por barril. Isso significa que, com o preço do petróleo ultrapassando esse patamar no mercado internacional, a operação se tornará lucrativa. A expectativa é que o Brasil, ao desenvolver essas reservas, ascenda ao grupo dos cinco maiores produtores mundiais de petróleo, ficando atrás apenas de Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita e Canadá.
O potencial da região é estimado em até 10 bilhões de barris recuperáveis. Caso essa projeção se concretize, a produção nacional, atualmente em 3,8 milhões de barris por dia, poderia alcançar cerca de 5 milhões de barris diários. O impacto no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é igualmente expressivo, com a consultoria prevendo um acréscimo anual entre 0,8% e 1,1% até 2050. Este cálculo abrange não apenas a produção direta, mas também os efeitos indiretos na cadeia produtiva e na economia como um todo, demonstrando a importância estratégica e econômica desta empreitada para o futuro do país.
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