MERCADOS EM MOVIMENTO

Ouro registra valorização impulsionado por recuo no dólar e Treasuries

Barras de ouro empilhadas em fundo neutro simbolizando o mercado financeiro.
O metal precioso ganha força com a desvalorização da divisa americana nos mercados globais.

O metal precioso fechou em alta com a desvalorização da divisa americana e a busca por recompras, mesmo diante das tensões geopolíticas persistentes no Oriente Médio.

O metal precioso encerrou o pregão com valorização expressiva, impulsionado por um movimento de recompras após a queda observada na véspera. A decisão do mercado, consolidada nesta quinta-feira, 09/07/2026, reflete a sensibilidade dos investidores ao enfraquecimento do dólar e à redução nos rendimentos dos Treasuries, fatores que compensam o clima de incerteza gerado pelo conflito no Oriente Médio.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para agosto finalizou o dia com alta de 1,43%, cotado a US$ 4.140,8 por onça-troy. O setor de metais preciosos acompanhou o otimismo, com a prata para setembro apresentando uma elevação de 3,77%, a US$ 60,748 por onça-troy.

A recuperação do ativo é sustentada diretamente pelo recuo do índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes. O índice cedia a 100,873 pontos, ante 100,991 pontos registrados no fechamento anterior em Nova York. A depreciação da moeda americana torna o ouro, cotado em dólar, mais acessível para investidores que utilizam outras divisas.

O cenário macroeconômico permanece sob observação devido às sinalizações do presidente dos EUA, Donald, Trump, sobre uma possível disposição do Irã em buscar um acordo diplomático. Tal perspectiva tende a atenuar as preocupações inflacionárias e a pressão sobre a política monetária do Federal Reserve. O ouro, tradicionalmente visto como um refúgio, reage positivamente ao alívio nas projeções de juros, que, quando elevados, diminuem a atratividade de ativos sem rendimento.

Apesar da alta, o mercado mantém cautela em relação à trajetória do Federal Reserve. A ata da última reunião, divulgada na quarta-feira, 08/07/2026, sinalizou uma postura mais agressiva do comitê. Conforme aponta Thomas Ryan, da Capital Economics, a sinalização reafirma que o caminho está aberto para um aumento das taxas de juros em setembro, o que impõe um desafio contínuo para a valorização prolongada do metal.

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