COMBATE AO CRIME

Os 15 alvos da Operação Replay contra o núcleo financeiro do CV em MT

Foto dos 15 investigados na operação da Polícia Civil.
Montagem detalha principais alvos da Operação Replay contra o crime organizado.

Esquema movimentou milhões em bens e ativos financeiros; autoridades bloquearam R$ 38 milhões de investigados em três estados brasileiros.

Quinze pessoas foram alvo da Operação Replay, ação coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com o objetivo de desarticular o núcleo financeiro da facção criminosa Comando Vermelho. A decisão judicial, cumprida nesta quinta-feira (30), atingiu suspeitos em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro, evidenciando uma estrutura complexa de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro que desafia a segurança pública e a integridade do sistema financeiro.

A ofensiva ganhou um desdobramento estratégico na madrugada desta sexta-feira (31), quando Katani Adorno Bocardi foi detida no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. A suspeita retornava de Paris, na França, e, segundo a Polícia Civil, desempenhava um papel central na circulação de recursos do grupo, atuando em conexão direta com Paulo Witer Farias Paelo, o "W.T.", apontado como o tesoureiro da organização.

O rigor da investigação detalha como a rede se mantinha ativa. Mesmo privado de liberdade desde 2024, Paulo Witer Farias Paelo seguia utilizando dispositivos móveis para emitir ordens de dentro da PCE, coordenando a aquisição de bens e a gestão do caixa ilícito. A estrutura contava com a colaboração de diversos perfis, incluindo a advogada Dayane Karol Moreira da Silva, suspeita de conferir aparência legal a imóveis do grupo, além de jogadores de futebol amador como Alex Júnior Santos de Alencar e Brunno Passos da Silva, que atuavam na linha de frente das operações externas.

Para minar a capacidade operacional da facção, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 38 milhões em patrimônio, montante que inclui R$ 20 milhões em veículos de luxo e imóveis de alto padrão, além de R$ 18 milhões em ativos financeiros. A Operação Replay atua como um desdobramento contínuo das ações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra, reafirmando o compromisso das forças de segurança em neutralizar o fluxo econômico que sustenta a criminalidade organizada no país.

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