ALERTA CLIMÁTICO GLOBAL
Organização Meteorológica Mundial alerta: El Niño ganha força e eleva risco de eventos climáticos extremos
Agência da ONU projeta aquecimento expressivo no Pacífico equatorial, com potencial para intensificar secas, ondas de calor e chuvas intensas em diversas regiões do planeta. Fenômeno já está em curso.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas, divulgou nesta sexta-feira, 03/07/2026, um alerta sobre o fortalecimento do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico. A decisão, baseada em projeções de centros meteorológicos, indica um aumento significativo no risco de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas e chuvas intensas, em diversas partes do mundo. A relevância reside na capacidade do El Niño de alterar padrões climáticos globais, impactando diretamente a vida de milhões de pessoas e ecossistemas.
As projeções apontam para um aquecimento expressivo das águas do Pacífico equatorial, particularmente nas porções central e leste. Em algumas áreas de monitoramento, a temperatura da superfície do mar pode exceder a média em até 2°C. Modelos meteorológicos convergentes reforçam a expectativa de que este episódio seja classificado como forte. A tendência é que o El Niño continue a se intensificar ao longo do segundo semestre, atingindo seu pico entre novembro e fevereiro.
Celeste Saulo, secretária-geral da OMM, afirmou que o fenômeno já está em curso e deve se fortalecer rapidamente. Ela ressaltou que o El Niño eleva as chances de ocorrência de secas e chuvas intensas, além de ondas de calor tanto em áreas continentais quanto nos oceanos, impactando a segurança hídrica, a produção de alimentos e a saúde pública.

Imagens do satélite Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA capturaram variações no nível do mar em junho de 2026, com áreas em vermelho indicando águas mais elevadas no Pacífico equatorial, um sinal típico associado ao desenvolvimento do El Niño. A força definitiva do fenômeno, contudo, dependerá do quanto o Pacífico Equatorial aquecerá nos próximos meses e, crucialmente, de como a atmosfera responderá a esse aquecimento. É a interação acoplada e persistente entre oceano e atmosfera que definirá a intensidade do El Niño.
Desde 2006, uma sequência de episódios de El Niño tem contribuído para mudanças climáticas globais. Mesmo eventos considerados fracos ou moderados, ocorrendo em um planeta já mais quente, elevam o risco de extremos. Episódios anteriores notáveis incluem um evento forte entre 2014-2016, ligado a recordes de calor, e um evento forte entre 2023-2024, um dos mais intensos já registrados.
O El Niño é um aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, parte de um ciclo natural que alterna fases quentes (El Niño), frias (La Niña) e neutras. Essas mudanças alteram a circulação atmosférica, impactando padrões de chuva e temperatura globalmente. No Brasil, os efeitos são tipicamente desiguais: o Sul tende a registrar mais chuva, enquanto o Norte e o Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. O fenômeno também influencia a temperatura global, somando-se ao aquecimento global em anos de eventos intensos. A dignidade e o bem-estar das populações são diretamente afetados por essas alterações, que podem levar a crises hídricas, insegurança alimentar e desastres naturais.
Historicamente, o El Niño altera o padrão climático no Brasil, resultando em aumento de chuvas e risco de eventos extremos no Sul; redução de chuvas no Norte e em partes do Nordeste; maior irregularidade nas precipitações no Sudeste e Centro-Oeste; e maior frequência de ondas de calor. Especialistas preveem períodos prolongados de calor, especialmente na primavera e verão. Apesar da alternância natural, o aquecimento global permanece como o principal motor das mudanças climáticas, elevando a expectativa de temperaturas recordes em diversas regiões do planeta, mesmo com a influência do El Niño ou La Niña.
Condições geradas por El Niño, como o aumento de calor e a alteração nos regimes de chuva, podem facilitar a ocorrência de queimadas e impactar severamente a produção agrícola, afetando a economia e a subsistência de comunidades rurais. A precisão técnica dos alertas da OMM é crucial para que governos e sociedade civil possam se preparar e mitigar os danos.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário