INSS: NOVO ESCÂNDALO

Operação Sem Desconto: ministro André Mendonça pede relatório sobre investigações do INSS

Dinheiro encontrado em saco de lixo na casa de um servidor do INSS em Pernambuco.
PF encontra dinheiro em saco de lixo na casa de servidor do INSS em PE

Após troca de delegado, relator do caso no STF solicita informações detalhadas sobre a evolução dos inquéritos que investigam fraudes e pessoas ligadas a investigados de Operação Sem Desconto. Mendonça orienta a não "perseguir nem poupar".

O ministro André Mendonça, relator do caso, solicitou um relatório detalhado sobre todos os alvos de operações da Polícia Federal e o andamento das apurações de cada um deles. A decisão ocorre após a mudança de delegado no inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mendonça busca conhecimento completo sobre as investigações, especialmente após o afastamento do delegado que conduzia o inquérito. Segundo informações, havia considerável pressão no inquérito, que apura envolvimento de pessoas ligadas a Fábio Lula da Silva, o Lulinha, e à empresária Roberta Luchsinger.

PF encontra dinheiro em saco de lixo na casa de servidor do INSS em PE

Na primeira quinzena de maio, a responsabilidade do caso migrou do delegado Guilherme Figueiredo Silva, da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários (DPrev), para o grupo responsável por investigar políticos com foro especial no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa unidade é conhecida como Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq).

André Mendonça tem direcionado os delegados à frente dos inquéritos sobre fraudes no INSS e no Banco Master, instruindo-os a conduzir as apurações com base nos fatos, sem preconceitos ou excessos. A orientação é clara: investigar sem desviar o olhar para nenhum aspecto e, ao mesmo tempo, sem penalizar indevidamente.

Em relação a acordos de colaboração premiada, o ministro reitera que esta é uma prerrogativa do investigado, mas que tais propostas não devem ser parciais nem isentar quaisquer envolvidos.

Até o momento, não foram recebidas propostas de delação por parte do banqueiro Daniel Vorcaro ou do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A homologação de tais acordos só ocorre após o fechamento do pacto pela Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República.

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