GOLPE MILIONÁRIO

Operação Interface prende suspeitos de golpes milionários do Falso Executivo no RN e MT

Fachada da Polícia Civil com sirenes ligadas durante a Operação Interface.
Operação Interface cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em empresas.

Polícia Civil desarticula grupo que se passava por executivos para desviar dinheiro de empresas. Mais de 80 medidas cautelares foram expedidas nos dois estados.

Um grupo suspeito de aplicar golpes milionários contra empresas, utilizando o esquema conhecido como “Falso Executivo”, foi alvo de uma operação da Polícia Civil nesta terça-feira, 09/06/2026. A ação, batizada de Operação Interface, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão no Rio Grande do Norte e em Mato Grosso.

Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam aplicativos de mensagens para se passar por executivos de empresas e convencer funcionários dos setores financeiro e administrativo a realizar transferências bancárias fraudulentas. O grupo também se utilizava de contas de terceiros para receber os valores desviados e pulverizava os recursos em diferentes movimentações para dificultar o rastreamento do dinheiro. Essa prática visa não apenas obter ganhos ilícitos, mas também desestruturar a capacidade de recuperação dos valores por parte das vítimas e dificultar o trabalho da justiça.

No Rio Grande do Norte, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão em São Gonçalo do Amarante, Parnamirim e no bairro Bom Pastor, na Zona Oeste de Natal. Ao todo, a operação executa 87 medidas cautelares, sendo 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão nos dois estados.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados. Essa medida é fundamental para interromper a movimentação de recursos supostamente obtidos por meio das fraudes, preservando o que ainda pode ser recuperado e impedindo que o esquema continue ativo.

A Operação Interface foi realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte em conjunto com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e de 45 policiais civis dos estados envolvidos. A colaboração entre as forças de segurança é essencial para combater crimes que ultrapassam fronteiras estaduais e internacionais.

As investigações continuam com o objetivo de identificar outros integrantes da organização criminosa e possíveis vítimas do esquema. A expectativa é que novas prisões e apreensões ocorram à medida que o cerco se fecha sobre os envolvidos, reforçando a busca por justiça e a proteção do patrimônio empresarial.

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