CRIME DIGITAL

"O Rei da Internet" estreia e revela universo hacker no Brasil

Cena do filme "O Rei da Internet" sobre hacker brasileiro
Cena do filme "O Rei da Internet", que retrata a história do hacker Daniel Nascimento.

A Manequim Filmes leva às telas a história real de Daniel Nascimento nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026. O filme explora a ascensão da ciberpirataria e suas consequências.

O filme "O Rei da Internet" chega aos cinemas nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, por decisão da Manequim Filmes, em coprodução com Telecine e Clube Filmes. O longa-metragem narra a ascensão de um adolescente do anonimato ao alvo de uma das primeiras grandes operações da Polícia Federal contra crimes virtuais no Brasil. A produção importa por lançar luz sobre o impacto social dos golpes digitais e a complexidade de um período em que a internet dava seus primeiros passos, refletindo sobre as escolhas de um jovem imerso em dinheiro fácil e exposição antes mesmo da maioridade.

Inspirado na história real de Daniel Nascimento, o filme estrelado por João Guilherme mergulha no universo das invasões de sistemas e na ostentação que marcou o início da popularização da internet no país nos anos 2000. O diretor Fabrício Bittar, conhecido por produções como "Como Hackear Seu Chefe" e "Como se Tornar o Pior Aluno da Escola", guia a narrativa de Daniel desde seus primeiros contatos com computadores até sua integração em uma organização criminosa milionária, envolvida em fraudes e invasões de servidores nacionais e internacionais. O roteiro foi assinado pelo próprio diretor em parceria com Vinícius Perez.

Cena do filme 'O Rei da Internet' sobre hacker brasileiro

A produção vividamente mostra como o jovem hacker adentrou uma rotina de dinheiro rápido, festas luxuosas, carros esportivos, motos e uma superexposição, enquanto intensificava sua atuação no ambiente digital. A trama também detalha a escalada das investigações que levaram as autoridades a identificar Daniel antes que ele completasse 18 anos. A sinopse oficial aponta que o filme busca desvendar "o que um adolescente é capaz de fazer com tanto dinheiro em mãos e sem nenhum juízo", questionando as fronteiras entre liberdade e responsabilidade na era digital.

Além da dimensão criminal, "O Rei da Internet" evoca uma forte nostalgia tecnológica, reconstruindo fielmente o período embrionário da internet brasileira. Elementos como disquetes, computadores arcaicos e a fascinação inicial em torno da figura do "hacker" permeiam a ambientação da obra, que habilmente mescla drama e ação em uma história baseada em fatos verídicos.

O elenco conta com Marcelo Serrado no papel do mentor de Daniel e líder da quadrilha. Emílio de Mello e Bia Seidl interpretam os pais do protagonista, enquanto Débora Ozório dá vida à namorada do jovem hacker. A produção reúne ainda talentos como Adriano Garib, Kaik Pereira, Clarissa Müller, André Ramiro, Eri Johnson, Caio Horowicz, Miguel Nader e Enrico Cardoso.

"O Rei da Internet" chega aos cinemas sob a distribuição da Manequim Filmes, selo comercial da Vitrine Filmes, conhecida por sucessos como "Bacurau", "Aquarius", "A Vida Invisível" e "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho". A coprodução é realizada em parceria com o Telecine e a Clube Filmes.

Nos últimos anos, a Manequim Filmes consolidou sua presença no mercado audiovisual brasileiro, impulsionada pelo êxito comercial de "Nosso Sonho – A História de Claudinho e Buchecha", apontado como a maior bilheteria nacional de 2023. Para futuros lançamentos, a distribuidora já prepara a adaptação de "Quinze Dias", obra baseada no aclamado best-seller de Vítor Martins.

A Clube Filmes, por sua vez, tem um portfólio rico em produções voltadas ao grande público e ao humor nacional. Dentre seus trabalhos destacam-se "Os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro", o drama "Inexplicável", que atingiu o Top 3 global da Netflix, e a série "Politicamente Incorreto", exibida pelo canal FX.

A equipe técnica de "O Rei da Internet" é composta por Tatiane Oliveira na direção de arte, Pedro Pipano na direção de fotografia, Talita Cassiano na direção de produção, Bruna Bueno na produção de elenco, André Bellentani no som, Débora Ceccatto no figurino e Tatiane Manfrin na maquiagem. A produção executiva é assinada por Fabrício Bittar, Lucas Veiga e Julia Carlucci.

O projeto foi viabilizado com recursos do Fomento Cult SP e contou com o apoio do ProAC Editais, um programa do Governo do Estado de São Paulo destinado ao incentivo cultural. Segundo os produtores, o filme também integrou medidas de acessibilidade comunicacional e ações formativas, buscando ampliar o acesso do público à obra e promover a inclusão.

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