TRAGÉDIA EM KYUSHU

Número de mortos em terremoto no Japão sobe para 23

Equipes de resgate no AEON Mall após terremoto no Japão
Bombeiros atuam no AEON Mall, em Kashima, após explosão causada pelo terremoto. — Foto: Kai Naito/Kyodo News via AP

Equipes de resgate intensificam buscas em Kumamoto após tremor de magnitude 7,1; calor extremo e falta de energia agravam situação de sobreviventes.

O número de vítimas fatais decorrentes do terremoto que atingiu o sudoeste do Japão subiu para 23. A decisão de atualizar o balanço oficial foi tomada pelas autoridades locais, que seguem mobilizadas no resgate às comunidades afetadas e na gestão da crise humanitária que se instalou após o desastre.

O evento sísmico ocorreu na terça-feira (28), quando um tremor de magnitude 7,1 devastou a região de Kumamoto, na ilha de Kyushu. As chances de localizar sobreviventes diminuem a cada hora, enquanto famílias tentam processar a perda de seus lares e a instabilidade da infraestrutura local.

O secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, informou nesta quinta-feira (30) que o total de óbitos ainda pode ser revisado para 28, à medida que investigações policiais avancem. Além da perda de vidas, a situação nos centros de acolhimento é crítica, com mais de 10 mil pessoas abrigadas em 400 locais públicos. A escassez de energia elétrica afeta 23 mil imóveis, enquanto o Ministério do Meio Ambiente emitiu alerta devido ao calor de 33°C, que eleva o risco de insolação entre os desalojados.

No AEON Mall, em Kashima, o cenário é de devastação após uma explosão e o desabamento de parte do segundo andar. A empresa responsável afirmou que cerca de 3 mil pessoas foram evacuadas antes do incidente, mas seis óbitos foram confirmados no local. Em Yatsushiro, a queda de uma chaminé da Nippon Paper Industries também resultou em oito mortes e deixou ao menos uma pessoa desaparecida, intensificando o luto e a mobilização na província.

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