SAÚDE DA MULHER
Nordeste concentra mais de 42% das internações por miomas no Brasil
Estudo aponta salto de 32% nas hospitalizações em cinco anos; especialistas reforçam que diagnóstico nem sempre exige cirurgia.
O Nordeste concentrou 42,2% das internações por miomas uterinos no Brasil entre 2019 e 2023. O dado integra um levantamento publicado em junho de 2026 na Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, que revelou um crescimento alarmante de 32% nas hospitalizações causadas por essa condição ginecológica no território nacional ao longo do período analisado.
Os miomas uterinos são tumores benignos que acometem frequentemente mulheres em idade reprodutiva. O diagnóstico, embora comum, costuma despertar inseguranças sobre a necessidade de procedimentos invasivos e o impacto na qualidade de vida das pacientes.
Segundo Robinson Dias, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn), a conduta médica exige cautela. O especialista enfatiza que a presença do tumor não é, por si só, um critério para intervenção cirúrgica.
"A necessidade cirúrgica precisa ser avaliada caso a caso. O tamanho e a localização do mioma são os fatores que determinam o surgimento de sintomas, que podem incluir desde sangramentos menstruais intensos e dor pélvica persistente até pressão abdominal e dificuldades relacionadas à fertilidade", explica o ginecologista.
A estratégia de tratamento é definida conforme o quadro clínico da paciente. Em cenários nos quais o tumor é assintomático ou provoca alterações leves, o acompanhamento periódico com exames de imagem é a conduta recomendada. Quando a intervenção se faz necessária, a abordagem pode variar desde o uso de medicamentos até procedimentos minimamente invasivos ou cirurgias, sempre considerando a idade da mulher e seus projetos reprodutivos.
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