ALERTA CLIMÁTICO ELEVADO

NOAA amplia escala do El Niño após modelo ultrapassar 4°C

Gráfico mostrando a evolução da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) ajustou a escala de um gráfico que monitora a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial, associado ao fenômeno El Niño.

Alteração na escala do gráfico do modelo CFSv2 da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos reflete projeções de aquecimento da superfície do mar no Pacífico Equatorial. Decisão impacta o monitoramento do fenômeno.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) ajustou neste domingo, 5 de julho de 2026, a escala de um gráfico do modelo climático CFSv2, que monitora projeções da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial e está associado às estimativas do El Niño. O limite máximo do gráfico foi ampliado de 4°C para 5°C, após simulações apresentarem temperaturas que superaram a escala anterior.

Essa mudança na escala do modelo CFSv2 não representa uma projeção oficial de que o El Niño atingirá anomalias superiores a 4°C. O CFSv2 é apenas um dos diversos modelos que a NOAA utiliza para acompanhar o fenômeno. Seus resultados são submetidos a uma análise conjunta com outros sistemas antes que o Centro de Previsão Climática (CPC) divulgue suas projeções sazonais.

Observa-se uma tendência de aumento nas temperaturas projetadas pelo modelo nas últimas rodadas de análise. Em abril de 2026, o limite máximo do gráfico era de 3°C. Em maio, essa escala foi elevada para 4°C. Agora, com simulações indicando temperaturas ainda mais elevadas, o ajuste para 5°C se tornou necessário.

O índice Niño 3.4, que serve como principal parâmetro para mensurar a intensidade do El Niño, mede a discrepância entre a temperatura da superfície do mar em uma área específica do Pacífico Equatorial e sua média histórica. Eventos classificados como muito fortes historicamente exibiram anomalias acima de 2°C, com episódios como os de 1982-83, 1997-98 e 2015-16 alcançando aproximadamente 2,5°C.

Embora algumas simulações apontem cenários mais extremos, os modelos climáticos predominantes indicam que o cenário mais provável é de um El Niño muito forte, com anomalias acima de 2°C. A NOAA ressalta a importância de não analisar os dados do CFSv2 isoladamente, e que versões corrigidas do modelo sugerem um pico de temperatura em torno de 3°C.

Acompanhe as atualizações sobre os possíveis impactos do El Niño no Brasil e as preparações de setores como as Distribuidoras, que já manifestaram estar prontas para o fenômeno, conforme apontou uma associação. A Organização das Nações Unidas (ONU) também prevê uma intensificação do El Niño até setembro.

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