SAÚDE DA MULHER
Natal capacita enfermeiros e amplia acesso a contraceptivo de longa duração
Mutirão na Unidade Monte Líbano capacitou 14 profissionais e beneficiou 56 mulheres com inserção do Implanon. Método tem eficácia de até três anos.
A Prefeitura de Natal, em colaboração com a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN, expandiu o acesso a métodos contraceptivos de longa duração ao realizar um mutirão de inserção e retirada do implante subdérmico Implanon. A iniciativa, que ocorreu na Unidade de Saúde Monte Líbano nesta segunda-feira, 04 de maio de 2026, teve como objetivo capacitar enfermeiros da Atenção Primária à Saúde para oferecer o método de forma mais ampla no município, reforçando a autonomia reprodutiva e o planejamento familiar de dezenas de mulheres.
Esta ação prática foi o ponto culminante de uma formação robusta, precedida por uma capacitação teórica em abril de 2026. Catorze profissionais de enfermagem participaram desta etapa supervisionada, onde cada um realizou três inserções do dispositivo, garantindo a habilitação necessária. O impacto foi imediato para 56 mulheres, previamente selecionadas, que receberam o atendimento no mutirão, concretizando o direito ao acesso a um planejamento familiar eficaz.
Com esta capacitação, a estratégia visa transformar os enfermeiros habilitados em multiplicadores, ampliando exponencialmente a disponibilidade do Implanon nas unidades de saúde locais. A cidade de Natal já possui médicos treinados e, com a chegada de uma nova remessa de implantes, prepara-se para equipar as unidades com equipes aptas a oferecer este recurso vital.
O implante subdérmico Implanon destaca-se como um método contraceptivo de longa duração, garantindo eficácia por até três anos, o que oferece grande liberdade e segurança às usuárias. A meta da Secretaria Municipal de Saúde é firmar esta ampliação na rede básica de atendimento, assegurando que todas as mulheres interessadas possam procurar as unidades de referência para avaliação e, se indicado, a inserção do dispositivo, consolidando uma política de saúde pública mais inclusiva e responsiva às necessidades femininas.
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