MISSÃO ESPACIAL CRÍTICA
NASA enfrenta falhas críticas em missão para salvar o telescópio Neil Gehrels Swift
Falhas técnicas no satélite LINK atrasam manobra de elevação orbital. Agência corre contra o tempo para evitar a reentrada do observatório na Terra.
A NASA enfrenta desafios técnicos severos na tentativa de resgatar o observatório Neil Gehrels Swift, ameaçado por uma iminente reentrada na atmosfera terrestre. A decisão de prolongar a vida útil do telescópio, mantendo-o em operação para o estudo de fenômenos cósmicos de alta energia, foi colocada à prova após o satélite LINK, desenvolvido para elevar a órbita do equipamento, apresentar falhas de estabilidade.
Lançado em 3 de julho a bordo de um foguete Pegasus XL da Northrop Grumman, o LINK apresentou um comportamento inesperado no fim de julho. A espaçonave começou a girar em múltiplos eixos e perdeu temporariamente a comunicação com o controle em solo. Investigações técnicas apontaram falhas em duas das três rodas de reação e uma perda parcial de funcionalidade nos propulsores de gás frio, comprometendo a precisão necessária para o encontro orbital.
A equipe da Katalyst Space Technologies trabalha na recuperação da missão. Utilizando propulsores elétricos, os engenheiros conseguiram reduzir a velocidade de rotação do satélite para 1,47 grau por segundo. A estratégia atual foca no envio de uma atualização de software para retomar o controle total da orientação, essencial para que a espaçonave realize as manobras de acoplamento com o observatório.
O revés alterou o cronograma da operação, que estava prevista para o final de julho e agora sofre um atraso de aproximadamente um mês. Esta mudança gera incertezas sobre a viabilidade de alcançar o Neil Gehrels Swift dentro da janela necessária. O observatório, que monitora o Universo há quase 22 anos, perde altitude devido ao arrasto atmosférico, intensificado pela atividade solar.
Sem a elevação da órbita, a NASA estima que a reentrada na atmosfera se torne inevitável nos próximos meses, uma vez que a altitude abaixo de 300 quilômetros eleva drasticamente o risco de perda total da estrutura. Caso o resgate seja bem-sucedido, o LINK deverá utilizar seus propulsores iônicos para estabilizar o telescópio por um período de dois a três meses, garantindo a continuidade de pesquisas vitais sobre buracos negros e ondas gravitacionais.
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