CRIME ORGANIZADO

MPRJ denuncia Marcinho VP, família e mais nove por lavagem de dinheiro

Imagem ilustrativa de investigação policial contra crime organizado, representando a ação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra Marcinho VP, família e facção Comando Vermelho.
Operação do MPRJ investiga esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa liderado por Marcinho VP.

A denúncia atinge 12 pessoas, incluindo a gestora financeira Marcia Gama Nepomuceno, e expõe influência do Comando Vermelho.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, apresentou denúncia à Justiça nesta sábado, 02 de maio de 2026, contra um total de doze pessoas. Entre os denunciados estão o notório traficante Márcio Santos Nepumuceno, conhecido como Marcinho VP, sua esposa Marcia Gama Nepomuceno, o filho Mauro Nepomuceno, o Oruam, e outros nove indivíduos. A ação busca desmantelar um complexo esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa, evidenciando como a influência do tráfico de drogas, mesmo vinda de um líder preso há mais de duas décadas, continua a corroer a segurança pública e a dignidade das comunidades cariocas.

Todos os implicados responderão por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Nesta semana, a Polícia Civil já havia cumprido mandados de prisão e busca e apreensão contra os investigados, reforçando a seriedade das acusações que agora tramitam na Justiça.

A denúncia detalha a atuação do grupo na lavagem de dinheiro, oriundo principalmente do tráfico de drogas em diversas comunidades do Rio de Janeiro. As investigações deixam claro que Marcinho VP mantém uma influência hierárquica e direta sobre a facção criminosa Comando Vermelho, apesar de estar encarcerado há mais de 20 anos em um presídio federal de segurança máxima, localizado em Campo Grande (MS).

De acordo com o Ministério Público, Marcia Nepomuceno atuava como a gestora financeira central da organização. As apurações indicam que ela recebia regularmente quantias em espécie de outros traficantes ligados ao Comando Vermelho. Para camuflar a origem ilícita do patrimônio, Marcia Nepomuceno supostamente adquiria e gerenciava diversos estabelecimentos comerciais, imóveis e fazendas, tecendo uma rede complexa de ocultação de bens.

A Promotoria também destaca que Oruam era um beneficiário direto do esquema. Ele recebia dinheiro de origem ilegal e, segundo a denúncia, utilizava sua carreira musical como uma fachada para encobrir a proveniência dos recursos obtidos através das atividades criminosas do grupo.

A estrutura da organização criminosa foi delineada em quatro núcleos distintos na denúncia:

  • Liderança Encarcerada: Composta por Marcinho VP, que mantém o controle direto sobre a movimentação de recursos e a tomada de decisões estratégicas do grupo.
  • Núcleo Familiar: Envolve Marcia e Oruam, responsáveis por intermediar a execução das ordens do líder e gerenciar os ativos ilícitos.
  • Suporte Operacional: Presta apoio logístico e financeiro à lavagem de dinheiro, com a função de camuflar o crescimento patrimonial da organização.
  • Liderança Operacional: Atua diretamente nas comunidades, executando práticas criminosas como o tráfico de drogas, recebendo os valores dessas atividades e repassando uma parte significativa ao núcleo familiar.

A denúncia representa um passo importante na luta contra o crime organizado, buscando responsabilizar os envolvidos e descapitalizar as facções que exploram comunidades e geram violência.

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