AÇÃO NA JUSTIÇA

MPDFT processa Virginia Fonseca e Blaze por incentivo a apostas e pede R$ 120 milhões

Virginia Fonseca em evento, com fundo desfocado.
Virginia Fonseca já prestou depoimento à CPI das Bets no Senado em 2025. (Foto: Reprodução/Internet)

Ministério Público do DF pede condenação de influenciadora e casa de apostas por danos morais coletivos e retirada de conteúdos publicitários.

[ { "type": "paragraph", "content": "O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) protocolou uma ação civil pública nesta quarta-feira, 08/07/2026, contra a influenciadora Virginia Fonseca e a casa de apostas Blaze. A iniciativa, apresentada ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), busca responsabilizar as partes por danos morais coletivos e pela captação de usuários para a plataforma de apostas." }, { "type": "paragraph", "content": "Segundo o promotor de Justiça Paulo Roberto Binicheski, o MPDFT solicita uma indenização de, no mínimo, R$ 120 milhões. A influenciadora é acusada de atuar como "braço operacional da captação" para a Blaze. O órgão ressalta o impacto da divulgação feita por influenciadores digitais, que pode influenciar significativamente o comportamento dos consumidores, especialmente ao prometer ganhos e exibir estilos de vida associados aos serviços promovidos." }, { "type": "paragraph", "content": "Adicionalmente, o Ministério Público requereu uma medida urgente para que Virginia Fonseca retire de suas redes sociais qualquer conteúdo publicitário relacionado a apostas que prometa lucros irreais, induza consumidores ao erro ou promova publicidade disfarçada. Um exemplo citado na ação é uma divulgação feita pela influenciadora durante uma partida entre Argentina e Cabo Verde, vista como possível indução abusiva ao consumo de apostas." }, { "type": "paragraph", "content": "Este caso se soma a um contexto de investigações sobre o mercado de apostas online no Brasil. Virginia Fonseca já havia sido ouvida pela CPI das Bets, no Senado Federal, em 2025. O processo está em andamento na 7ª Vara Cível de Brasília e ainda não há uma decisão judicial definitiva." } ]

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