SEGURANÇA E ESPORTE

Morte na SP City Marathon alerta para riscos cardíacos em provas

Corredores competindo em uma maratona urbana em São Paulo.
Atletas participam da 10ª edição da SP City Marathon na capital paulista.

Um corredor de 50 anos faleceu após mal súbito na linha de chegada. Especialistas reforçam a obrigatoriedade de check-ups cardiológicos para evitar tragédias.

Um corredor de 50 anos morreu após passar mal na linha de chegada da 10ª edição da SP City Marathon, realizada neste domingo (26), em São Paulo. O óbito de Júlio Barreto, que participava da meia-maratona (21 km), reacende o debate sobre a segurança em eventos de alta intensidade e a necessidade de avaliações médicas rigorosas antes de qualquer esforço físico extremo.

Para o Dr. Ricardo Contesini, cardiologista do esporte, a ausência de exames preventivos impede a identificação de condições silenciosas. Em pacientes acima de 35 anos, como no caso de Júlio, o infarto representa 90% das mortes súbitas durante atividades físicas. "Se essa pessoa tiver algum problema, isso pode se manifestar durante a prova devido ao aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial", explica o especialista.

Além das causas cardíacas, o médico aponta que condições como hipertermia e hipoglicemia também podem ser fatais. O Dr. Contesini ressalta que até mesmo atletas experientes estão suscetíveis e precisam manter o check-up cardiovascular em dia. É fundamental interromper o exercício ao identificar sinais de alerta como desmaios, cansaço desproporcional ou arritmias acompanhadas de mal-estar.

O atendimento prestado no Jockey Club de São Paulo é alvo de relatos críticos. Médicos que participavam da prova como corredores, como Miguel Carvalho Santacreu, afirmaram que a equipe de socorro demorou a chegar e que o DEA (Desfibrilador Externo Automático) não estava disponível de imediato, equipamento essencial para a reversão de quadros de parada cardíaca.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) registrou o caso como morte natural no 7º DP (Lapa). A organização da SP City Marathon manifestou solidariedade aos familiares, enquanto questionamentos sobre a estrutura de emergência do evento seguem sem resposta definitiva da empresa responsável.

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