FIM DA ESCALA 6X1
Ministro Dario Durigan apoia fim da escala 6x1 e nega mudanças em aposentadorias
Em entrevista, ministro da Fazenda afirma que jornada prejudica trabalhadores vulneráveis e assegura que não há planos para desvincular benefícios do salário mínimo. Entenda o impacto.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou, nesta terça-feira, 09/06/2026, ser favorável à extinção da escala de trabalho 6 X 1. A decisão, embora ainda dependa de aprovação legislativa, representa um avanço na busca por condições de trabalho mais dignas, especialmente para os grupos mais vulneráveis do mercado de trabalho. O ministro também descartou veementemente que o governo esteja considerando desvincular as aposentadorias e benefícios previdenciários do salário mínimo, um rumor que circulava no mercado financeiro e que gerava apreensão.
Em entrevista ao UOL, Durigan destacou que a escala 6 X 1, que alterna dias de trabalho intenso com folgas curtas, afeta de forma desproporcional trabalhadores de menor renda. "Eu sou favorável à aprovação da medida que acaba com a 6 X 1", afirmou o ministro, reforçando o compromisso com a proteção social.
O ministro explicou que a maior parte da economia brasileira já opera sob a escala 5 X 2, um regime mais equilibrado. Aproximadamente 70% dos trabalhadores formais já se beneficiam dessa jornada. Em contraste, aqueles submetidos à escala 6 X 1 concentram rendimentos mais baixos e enfrentam condições de trabalho mais precárias. "São os empregados com menos capacitação, com remuneração mais baixa, a maioria de negros e mulheres", ressaltou, evidenciando o caráter discriminatório da jornada.
Durigan mencionou que estudos sobre o impacto da escala 6 X 1 foram conduzidos pela Fazenda em colaboração com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e o Ministério do Trabalho, embasando a posição favorável à sua extinção. A iniciativa visa garantir um ambiente de trabalho mais justo e proteger a dignidade dos trabalhadores.
Sobre os boatos de desvinculação das aposentadorias e benefícios previdenciários do salário mínimo, o ministro foi categórico ao negar qualquer estudo ou plano nesse sentido. "Não estamos estudando isso", declarou. Ele pontuou que, embora o tema possa surgir em análises e projeções do mercado financeiro, ele não faz parte da agenda atual da equipe econômica. Essa declaração é crucial para afastar especulações que poderiam gerar insegurança sobre a manutenção das regras de reajuste dos benefícios pagos pela Previdência Social e de programas assistenciais atrelados ao piso nacional, garantindo estabilidade aos aposentados e beneficiários.
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