ORÇAMENTO RESTABELECIDO

Ministério dos Transportes recompõe orçamento da ANTT após corte governamental

Prédio moderno da ANTT com área verde ao redor.
Sede da ANTT, em Brasília. A agência teve R$ 57 milhões de seu orçamento bloqueados pelo governo.

Agência de transportes terá limite orçamentário restabelecido em 90% com aporte de R$ 50 milhões. Ministério pretende manter leilões previstos para 2026.

O Ministério dos Transportes anunciou nesta quinta-feira, 04/06/2026, que irá repor R$ 50 milhões no orçamento da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT). A decisão ocorre após um bloqueio orçamentário governamental que atingiu a reguladora, impactando seus planos e operações.

A ANTT teve R$ 57 milhões bloqueados por um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), representando o maior corte entre as agências reguladoras. Com o novo aporte do Ministério dos Transportes, o limite orçamentário da autarquia será restabelecido em 90% de seu valor original. Embora o ministério também tenha sofrido contingenciamento, informou ter realizado uma economia interna para viabilizar essa recomposição.

A articulação para o aporte ocorreu após diálogos entre a ANTT e o Ministério dos Transportes. Ambos os órgãos compartilham responsabilidades cruciais, como a condução de processos de concessão de rodovias e ferrovias, essenciais para a infraestrutura do país. A preocupação era que o bloqueio pudesse comprometer o cronograma de leilões planejado para 2026.

O diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, havia expressado em entrevista no dia 02/06/2026 que o corte orçamentário poderia afetar o cronograma de leilões previstos até dezembro. Com a decisão do Ministério, o ministro George Santoro declarou a intenção de manter a programação de certames, garantindo a continuidade dos planos.

O Ministério dos Transportes estabeleceu a meta de realizar 13 leilões de infraestrutura de transportes em 2026. Até o momento, foram concluídos apenas os certames da Rotas Gerais (MG) e Rota dos Sertões (PE/BA). O leilão da Régis Bittencourt (BR-116/SP/PR), agendado para julho, é o próximo compromisso com data definida. Para cumprir a meta, o governo precisará realizar, em média, dois leilões por mês até o final do ano, incluindo 8 rodoviários e 3 ferroviários. A continuidade desses processos é vital para o desenvolvimento da malha logística nacional e para atrair investimentos.

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