PODER FEMININO EM FOCO
Michelle Bolsonaro é apontada como mulher mais poderosa do Brasil por 15,4% em nova pesquisa
Pesquisa espontânea Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 8 de julho de 2026, aponta a ex-primeira-dama à frente de nomes como Janja e Cármen Lúcia.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) é considerada a mulher com mais poder no Brasil atualmente por 15,4% dos entrevistados em uma pesquisa espontânea realizada pela Meio/Ideia e divulgada nesta quarta-feira, 8 de julho de 2026. A sondagem, que não apresentou uma lista de nomes pré-determinados, reflete a percepção pública sobre influência feminina no cenário nacional.
Na sequência, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, aparece com 9% das menções, seguida pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, com 4,5%.
Outras figuras públicas citadas incluem a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), com 2,5%; a ex-ministra Simone Tebet (PSB), com 2%; a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), com 1,7%; a cantora Anitta, a ex-ministra Marina Silva (Rede-SP) e a influenciadora Virgínia Fonseca, cada uma com 1,5%; e a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, com 1,2%.
Uma parcela significativa de 43,5% dos participantes declarou "não saber" em quem votar, enquanto 10,4% mencionaram outros nomes e 5,5% indicaram "nenhuma" figura como detentora de poder.
A pesquisa também investigou a percepção sobre os recentes vídeos divulgados por Michelle Bolsonaro no final de junho, que abordaram declarações sobre supostas humilhações sofridas pelo enteado, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Questionados sobre a veracidade dessas falas, 35% consideraram as declarações mais verdadeiras do que falsas, e 29% as julgaram totalmente verdadeiras. Outros 29% as viram como mais falsas do que verdadeiras, com 6,6% sem opinião e 0,3% classificando-as como totalmente falsas.
Quanto ao impacto dessas revelações na confiança em Michelle Bolsonaro, 44,4% dos entrevistados afirmaram que elas não alteram sua percepção. A confiança aumenta para 23,4% e diminui para 17,3%, com 14,9% de indecisos.
Em relação às eleições presidenciais de outubro, em um cenário simulado sem Flávio Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 40,4% das intenções de voto em primeiro turno, enquanto Michelle Bolsonaro obteve 29,4%. Em um eventual segundo turno entre os dois, Lula registraria 45% contra 36% de Michelle.
No cenário simulado incluindo Flávio Bolsonaro, o senador pontua 32% no primeiro turno contra 40,4% de Lula. No segundo turno, Flávio alcançaria 40% contra 45% do atual presidente.
A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05628/2026, ouviu 1.500 pessoas por telefone entre os dias 3 e 6 de julho. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais, com intervalo de confiança de 95%.
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