MERCADO REAGE À PAZ

Mercado global reage à esperança de acordo EUA-Irã e ação da PF no Brasil

Notas de dólar e a dinâmica de seu preço no mercado financeiro
Notas de dólar. — Foto: Rick Wilking/Reuters

Preços do petróleo recuam 2,12% (Brent) e 2,26% (WTI). Dólar registra queda acumulada de 0,63% na semana.

Os mercados financeiros em Brasília reagem intensamente nesta quinta-feira, 07/05/2026, com o dólar e o petróleo em queda, enquanto o Ibovespa avança. A volatilidade global é impulsionada pela expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para normalizar a navegação no Estreito de Ormuz, prometendo impactar os preços mundiais do combustível. Paralelamente, no Brasil, uma nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, abala o cenário político ao investigar suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e figuras proeminentes, impactando a confiança e a estabilidade econômica do país.

Os preços do petróleo caem diante da expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, o que poderia permitir a retomada gradual da circulação de navios no Estreito de Ormuz. Por volta das 8h40 (horário de Brasília), o barril do Brent recuava 2,12%, para US$ 99,12, enquanto o WTI caía 2,26%, para US$ 93,01. Essa queda representa um alívio potencial para consumidores e indústrias, com a promessa de combustíveis mais baratos.

A retração nos preços do petróleo ganhou força após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que o Irã estaria disposto a negociar. Segundo ele, o país está “indo muito bem” no conflito e “tudo está ocorrendo sem problemas”, alimentando o otimismo nos mercados.

No Brasil, a Polícia Federal iniciou uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido, está entre os alvos da investigação, evidenciando o compromisso da justiça em combater a corrupção e proteger a integridade do sistema financeiro nacional.

💲 Dólar e Ibovespa

O mercado brasileiro acompanha de perto as movimentações internacionais e domésticas:

  • Dólar:
    • Acumulado da semana: -0,63%;
    • Acumulado do mês: -0,63%;
    • Acumulado do ano: -10,35%.
  • Ibovespa:
    • Acumulado da semana: +0,20%;
    • Acumulado do mês: +0,20%;
    • Acumulado do ano: +16,49%.

Trégua no Oriente Médio

Segundo a Reuters, os países estão próximos de firmar um acordo inicial mais simples, com cerca de uma página. O Irã analisa os termos e deve responder nas próximas 48 horas. Se consolidada, essa trégua pode significar uma redução significativa nas tensões geopolíticas, beneficiando o comércio global e a estabilidade regional.

Entre os principais pontos em discussão estão:

  • suspensão temporária do programa nuclear iraniano;
  • redução das sanções impostas pelos EUA;
  • liberação de recursos iranianos bloqueados no exterior;
  • diminuição das restrições à navegação no Estreito de Ormuz.

A ideia é que esse acordo inicial consolide a trégua e abra um prazo de cerca de 30 dias para negociações mais amplas. Nesse período, tanto as limitações impostas pelo Irã quanto o bloqueio naval dos EUA seriam reduzidos gradualmente — podendo ser retomados caso não haja avanço, mostrando a natureza delicada das conversações.

O cenário ganhou força após Donald Trump anunciar a suspensão de uma operação militar de escolta a navios, que não conseguiu normalizar o fluxo e elevou as tensões, demonstrando a preferência pela via diplomática.

Mais cedo, o Irã afirmou que o Estreito de Ormuz voltou a ser seguro para navegação. A rota, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, vinha operando com restrições desde o início do conflito, com cerca de 1.500 embarcações aguardando passagem. A liberação dessa rota vital pode normalizar a oferta e reduzir os custos de transporte.

O movimento ajudou a derrubar os preços do petróleo, em meio à redução das tensões:

  • 🔎 Com menos risco de conflito e rotas funcionando normalmente, a oferta de petróleo no mercado aumenta — o que ajuda a derrubar os preços, aliviando o bolso dos consumidores e impulsionando indústrias que dependem desse insumo.

Apesar do avanço diplomático, o acordo ainda não foi fechado e enfrenta incertezas, como divergências internas no Irã e o risco de retomada do conflito, o que exige cautela por parte dos mercados e da comunidade internacional.

Mercados globais

As bolsas globais operam sem direção única nesta quinta-feira, enquanto investidores acompanham as negociações entre EUA e Irã e a possibilidade de retomada do transporte de petróleo pelo Golfo Pérsico.

Em Wall Street, por volta das 9h (horário de Brasília), os índices futuros avançavam levemente. Os contratos do S&P 500 subiam 0,1%, enquanto os do Dow Jones avançavam 0,2%. Já os futuros da Nasdaq tinham alta mais moderada, de 0,08%.

Na Europa, o desempenho era misto. O índice STOXX 600 recuava 0,22%, aos 621,84 pontos. Em Frankfurt, o DAX subia 0,2%, enquanto o CAC 40, de Paris, avançava 0,3%. Já em Londres, o FTSE 100 caía 0,3%.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. O índice CSI300, que reúne grandes empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, avançou 0,48%, aos 4.900 pontos. Em Xangai, o SSEC também subiu 0,48%, aos 4.180 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,57%, aos 26.626 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei saltou 5,58%, aos 62.833 pontos.

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