ALTA DE JUROS É CAUTELA
Membro do BCE diz que possível alta de juros é precaução, não resposta inflacionária
Olli Rehn, do Banco Central Europeu, avalia que eventual elevação em junho será medida preventiva, mas cenário pode mudar com conflito no Oriente Médio.
O membro do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Banco Central da Finlândia, Olli Rehn, sinalizou nesta terça-feira, 02/06/2026, que um eventual aumento da taxa de juros na próxima reunião de junho deve ser interpretado como uma ação de precaução. A decisão, tomada em resposta a um cenário de riscos inflacionários crescentes, visa evitar a consolidação de pressões sobre os preços, em vez de reagir a elas de forma imediata.
Rehn, no entanto, ressaltou que essa avaliação inicial pode ser revista. A persistência do conflito no Oriente Médio e a potencial intensificação da transmissão dos preços de energia para salários e para a inflação geral representam fatores de atenção. O dirigente enfatizou a importância de um monitoramento rigoroso dos dados econômicos a serem divulgados, como forma de ajustar as estratégias monetárias, se necessário.
Ele alertou para a possibilidade de um conflito prolongado pelo controle do Estreito de Ormuz, apesar de otimismo recente. Rehn descreveu a guerra como um "choque estagflacionário", caracterizado por um enfraquecimento das perspectivas de crescimento econômico e um aumento da inflação, ao menos no curto prazo. Essa combinação apresenta um desafio para a Europa, exigindo preparação para um cenário desfavorável.
Apesar da conjuntura desafiadora, o dirigente indicou que, caso os desdobramentos sejam mais positivos, a adaptação das políticas econômicas será mais branda. "Eu ficaria muito feliz em estar enganado", declarou, demonstrando a cautela inerente à gestão econômica em tempos de incerteza global.
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